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Como foram as visitas de Dilma, Lula e FHC à Casa Branca

Além de Bolsonaro, ex-presidentes visitaram os chefes de Estado dos EUA durante seus mandatos

18 mar 2019
09h40
atualizado às 09h44
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O presidente Jair Bolsonaro iniciou esta semana sua segunda viagem presidencial. No domingo, 17, ele desembarcou em Washington, nos Estados Unidos, onde terá agenda ampla de encontros com empresários, "formadores de opinião" e autoridades. O destaque é a reunião com presidente norte-americano Donald Trump, na terça-feira, 19.

Desde a campanha e também após a eleição, Jair Bolsonaro tem adotado um discurso de aproximação com os EUA, o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

O presidente é acompanhado dos ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, Paulo Guedes, da Economia, Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, Tereza Cristina, da Agricultura, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Bento Albuquerque, de Minas e Energia e Marcos Pontes, de Ciência, Tecnologia e Comunicações.

A última viagem do presidente foi realizada em janeiro, 20 dias após tomar posse. Ele participou do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde o novo governo fez sua estreia internacional.

Luiz Inácio Lula da Silva em jantar na Casa Branca com chefes de Estado antes da reunião do G-20. Na foto, ao lado de George W. Bush. 
Luiz Inácio Lula da Silva em jantar na Casa Branca com chefes de Estado antes da reunião do G-20. Na foto, ao lado de George W. Bush.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão Conteúdo

Relembre abaixo outros presidentes que viajaram para os Estados Unidos.

Dilma Rousseff - 2012

Um ano após o então presidente Barack Obama visitar o Brasil, Dilma retribuiu o gesto e esteve na Casa Branca para tentar aprofundar a agenda bilateral entre os dois países. Na Casa Branca, Dilma aproveitou para criticar a política monetária expansionista dos EUA e suas medidas protecionistas, que estariam comprometendo o crescimento de países emergentes. A visita ocorreu no meio de seu primeiro mandato.

Luiz Inácio Lula da Silva - 2009

Em 2009, já no fim de seu segundo mandato, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi se encontrar com Barack Obama nos Estados Unidos. A visita de Lula se deu meses após o auge da crise econômica de 2008, fruto da chamada "farra" de financiamentos no setor imobiliário. As consequências foram globais e Lula estava preocupado com possíveis efeitos da crise no Brasil. Ele criticou o protecionismo econômico nações mais ricas, inclusive os EUA. O ex-presidente também pediu uma regulação mais forte nos bancos para haver "garantia de integração" entre o setor financeiro e o setor produtivo.

Luiz Inácio Lula da Silva - 2008

Em 2008, Lula participou de eventos na Casa Branca com o então presidente George W. Bush. Ele esteve ao lado de outros chefes de Estado do G-20. O ex-presidente chamou aquele encontro de "histórico", já que líderes de países emergentes como China, Índia e Brasil foram ouvidos para apresentarem soluções e propostas para a mitigação dos efeitos da crise econômica. "As pessoas tomaram chá de humildade", disse Lula, que afirmou estar otimista após o encontro.

Fernando Henrique Cardoso - 2001

O então presidente Fernando Henrique Cardoso se reuniu com George W. Bush para tratar de assuntos como o estreitamento das relações comerciais entre os dois países, o avanço do terrorismo no mundo e a economia da Argentina, importante parceira comercial do Brasil que atravessava uma crise. Os EUA se comprometeram a auxiliar o país vizinho.

Fernando Henrique Cardoso - 1999

No encontro com Bill Clinton, Fernando Henrique usou a oportunidade de visibilidade para enfatizar sua confiança na recuperação econômica brasileira e agradeceu o apoio do colega norte-americano. Eles também se comprometeram a ampliar as relações comerciais entre as duas nações e a trabalhar pela integração das economias da América Latina.

Fernando Collor - 1991

Fernando Collor viajou para um encontro com George Herbert W. Bush em 1991 com a missão de melhorar a relação entre as duas nações. A questão da dívida externa brasileira era um dos motivos de atritos.

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Estadão
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