Dicas nutricionais para o período de altas temperaturas
Especialista em nutrição detalha métodos de hidratação, segurança alimentar e substituições de ingredientes para a estação
As altas temperaturas durante o verão altera as necessidades fisiológicas do organismo, demandando ajustes na dieta cotidiana. Joyce Chieregato, nutricionista e docente da Universidade de Franca (Unifran), estabelece diretrizes para o consumo alimentar e o manejo de produtos durante este período, com foco na manutenção do equilíbrio metabólico e na prevenção de patologias gastrointestinais.
Princípios da alimentação no verão
A dieta para períodos de altas temperaturas deve priorizar alimentos de digestão facilitada e alta densidade de nutrientes. A docente elenca três pilares para a estruturação das refeições:
-
Hidratação Corporal: A ingestão de líquidos deve ser calculada com base no peso do indivíduo. Além da água potável, recomenda-se o consumo de vegetais com alto teor hídrico, como melancia, abacaxi, pepino e folhosos.
-
Processamento e Digestão: Orienta-se a redução de alimentos ultraprocessados e gordurosos. Métodos de cocção como grelhar, assar, saltear ou cozinhar ao vapor são indicados para preservar a composição nutricional e facilitar o trânsito intestinal.
-
Ação Antioxidante: A exposição aos raios solares eleva o estresse oxidativo celular. O consumo regular de frutas e legumes crus fornece os antioxidantes necessários para mitigar danos celulares e reforçar o sistema imunológico.
Segurança alimentar e prevenção de intoxicações
A proliferação de microrganismos é acelerada pelo calor, o que eleva o risco de intoxicações alimentares. A nutricionista recomenda protocolos de higiene e armazenamento:
-
Seleção: Observar as características organolépticas (odor, cor e textura) e a procedência dos ingredientes. Evitar alimentos que contenham ovos, maionese ou carnes expostos sem refrigeração.
-
Manipulação: Realizar a higienização de vegetais com água corrente e solução clorada. Alimentos prontos não devem permanecer fora da refrigeração por mais de duas horas. É necessário evitar a contaminação cruzada entre itens crus e cozidos.
-
Consumo externo: Em ambientes públicos, a preferência deve ser por alimentos cozidos e água engarrafada, evitando gelo de origem desconhecida.
Substituições e saúde intestinal
Para manter o aporte de fibras e o funcionamento do intestino, sugere-se a inclusão de probióticos (kefir, iogurte natural) e sementes (chia, linhaça). Substituições estratégicas incluem a troca de refrigerantes por águas saborizadas ou chás naturais, e de sorvetes industrializados por sorbets de frutas congeladas.
Segundo a docente, a manutenção de hábitos alimentares equilibrados deve ser uma prática contínua, independentemente da sazonalidade, visando a prevenção de doenças crônicas e o fortalecimento da imunidade.