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Dicas nutricionais para o período de altas temperaturas

Especialista em nutrição detalha métodos de hidratação, segurança alimentar e substituições de ingredientes para a estação

2 fev 2026 - 15h19
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As altas temperaturas durante o verão altera as necessidades fisiológicas do organismo, demandando ajustes na dieta cotidiana. Joyce Chieregato, nutricionista e docente da Universidade de Franca (Unifran), estabelece diretrizes para o consumo alimentar e o manejo de produtos durante este período, com foco na manutenção do equilíbrio metabólico e na prevenção de patologias gastrointestinais.

Imagem ilustrativa
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Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Princípios da alimentação no verão

A dieta para períodos de altas temperaturas deve priorizar alimentos de digestão facilitada e alta densidade de nutrientes. A docente elenca três pilares para a estruturação das refeições:

  • Hidratação Corporal: A ingestão de líquidos deve ser calculada com base no peso do indivíduo. Além da água potável, recomenda-se o consumo de vegetais com alto teor hídrico, como melancia, abacaxi, pepino e folhosos.

  • Processamento e Digestão: Orienta-se a redução de alimentos ultraprocessados e gordurosos. Métodos de cocção como grelhar, assar, saltear ou cozinhar ao vapor são indicados para preservar a composição nutricional e facilitar o trânsito intestinal.

  • Ação Antioxidante: A exposição aos raios solares eleva o estresse oxidativo celular. O consumo regular de frutas e legumes crus fornece os antioxidantes necessários para mitigar danos celulares e reforçar o sistema imunológico.

Segurança alimentar e prevenção de intoxicações

A proliferação de microrganismos é acelerada pelo calor, o que eleva o risco de intoxicações alimentares. A nutricionista recomenda protocolos de higiene e armazenamento:

  1. Seleção: Observar as características organolépticas (odor, cor e textura) e a procedência dos ingredientes. Evitar alimentos que contenham ovos, maionese ou carnes expostos sem refrigeração.

  2. Manipulação: Realizar a higienização de vegetais com água corrente e solução clorada. Alimentos prontos não devem permanecer fora da refrigeração por mais de duas horas. É necessário evitar a contaminação cruzada entre itens crus e cozidos.

  3. Consumo externo: Em ambientes públicos, a preferência deve ser por alimentos cozidos e água engarrafada, evitando gelo de origem desconhecida.

Substituições e saúde intestinal

Para manter o aporte de fibras e o funcionamento do intestino, sugere-se a inclusão de probióticos (kefir, iogurte natural) e sementes (chia, linhaça). Substituições estratégicas incluem a troca de refrigerantes por águas saborizadas ou chás naturais, e de sorvetes industrializados por sorbets de frutas congeladas.

Segundo a docente, a manutenção de hábitos alimentares equilibrados deve ser uma prática contínua, independentemente da sazonalidade, visando a prevenção de doenças crônicas e o fortalecimento da imunidade.

Perfil Brasil
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