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Democratas estabelecem meta de impeachment para dezembro, mas há obstáculos

23 out 2019
19h13
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Os parlamentares democratas esperam concluir sua investigação de impeachment contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, até o final do ano e estão unidos em torno de dois artigos de impeachment, abuso de poder e obstrução, disseram legisladores e assessores à Reuters.

Vista do prédio do Congresso dos Estados Unidos em Washington
14/05/2019 REUTERS/Jonathan Ernst
Vista do prédio do Congresso dos Estados Unidos em Washington 14/05/2019 REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

Mas alguns democratas temem uma distração dispendiosa com a iminente batalha entre o republicano Trump e o Congresso sobre o financiamento do governo quando o dinheiro acabar para muitas operações federais em 21 de novembro, afirmaram assessores democratas.

Alguns parlamentares democratas disseram acreditar que já reuniram evidências suficientes em depoimentos de autoridades antigas e atuais dos EUA para destituir Trump por pedir à Ucrânia que investigasse um rival político, Joe Biden, um dos principais candidatos à nomeação democrata para a eleição de 2020.

Outros democratas foram mais cautelosos e declararam que são necessárias mais informações para solidificar o caso de impeachment e facilitar a transmissão a um público norte-americano profundamente polarizado. Apenas dois presidentes dos EUA sofreram impeachment formalmente pela Câmara dos Deputados, e ambos foram absolvidos posteriormente pelo Senado.

Val Demings, parlamentar democrata que participa dos comitês de Inteligência e Judiciário da Câmara, disse que os investigadores do Congresso devem conseguir encerrar suas investigações até dezembro.

"Precisamos ser rigorosos, precisamos ser metódicos, mas precisamos ser oportunos", afirmou ela à Reuters.

Três fontes democratas do Congresso disseram que houve conversas entre alguns democratas sobre tentar encerrar audiências e realizar votação de impeachment no feriado de Ação de Graças em 28 de novembro, mas isso parecia altamente improvável nesta quarta-feira.

Os investigadores do Congresso ainda têm muitas testemunhas para entrevistar, segundo as fontes.

"Acho que não devemos contornar isso por causa de um prazo artificial", disse o deputado Raja Krishnamoorthi, democrata nos comitês de Inteligência e Supervisão. "Estamos trabalhando muito rapidamente. É apenas a quarta semana e olhem tudo o que soubemos até agora."

Os democratas, que controlam a Câmara, estão preocupados não apenas em construir o melhor caso possível para o Senado, controlado pelos republicanos, que ouvirá as acusações, mas também para o público norte-americano, que enfrenta a possibilidade de um presidente dos EUA ser julgado enquanto concorre à reeleição.

"Há momento em que o suficiente será suficiente, mas acho que quanto mais construirmos o caso, maior será a probabilidade de obtermos apoio bipartidário", disse a parlamentar Jackie Speier, democrata nos comitês de Inteligência e Supervisão da Câmara. "Uma vez que se torna arrebatador, como você pode ignorar?"

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