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Crise energética mundial: Irã promete "incendiar navios" em rota vital do petróleo

Com o bloqueio da passagem por onde circula 20% do óleo mundial, barril do Brent atinge maior valor em mais de um ano e acende alerta na economia global

3 mar 2026 - 12h51
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O mercado global de energia entrou em estado de choque nesta terça-feira (3). Os preços do petróleo dispararam após o Irã declarar o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais vitais do planeta. A medida é uma retaliação direta à morte do líder supremo Ali Khamenei. Por volta das 11h, o barril do Brent subia mais de 8%, negociado acima de US$ 84, refletindo o temor de um desabastecimento em escala mundial.

Estreito de Ormuz e a questão do petróleo
Estreito de Ormuz e a questão do petróleo
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

A ameaça de Teerã foi explícita. Segundo a mídia estatal, a Guarda Revolucionária alertou que qualquer embarcação que tente cruzar a passagem será interceptada. "O Estreito de Ormuz está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios", afirmou Ebrahim Jabari, assessor do comando iraniano. Apesar do tom beligerante, o Comando Central dos EUA contesta a informação, garantindo que o estreito permanece navegável sob vigilância.

Crise do petróleo: entenda desdobramentos

O bloqueio dessa rota é crítico porque por ela passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Assim, a interrupção conecta os maiores produtores do Golfo, como Arábia Saudita e Iraque, ao mercado global. Além do fechamento do estreito, a produção regional sofre com ataques diretos: o Catar suspendeu a extração de gás, a Arábia Saudita fechou sua maior refinaria preventivamente e campos de gás em Israel foram paralisados após bombardeios.

Com a escalada, o petróleo atingiu seu maior nível desde janeiro de 2025. O cenário de incerteza é agravado por explosões em terminais de exportação no próprio Irã, consolidando uma crise energética que ameaça elevar drasticamente os custos de vida globais. O mercado agora observa com cautela a capacidade das potências ocidentais de garantir a livre circulação de carga em uma das zonas mais conflagradas do Oriente Médio.

Perfil Brasil
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