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Reino Unido raciona remdesivir em meio a alta de internações

Medicamento da Gilead Sciences tem se mostrado eficiente para diminuir o tempo de recuperação hospitalar

6 out 2020
11h39
atualizado às 11h52
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O Reino Unido racionou seus suprimentos do remédio antiviral remdesivir e está priorizando pacientes de covid-19 que o necessitam mais devido à procura crescente, informou o Ministério da Saúde britânico nesta terça-feira, e novos suprimentos são esperados neste mês.

25/06/2020
REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
25/06/2020 REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
Foto: Reuters

O medicamento da Gilead Sciences tem se mostrado eficiente para diminuir o tempo de recuperação hospitalar em casos graves de covid-19, mas não a mortalidade.

O remdesivir foi um dos primeiros remédios a serem administrados ao pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e um aumento de casos de covid-19 e de pacientes hospitalizados está pressionando o suprimento.

"Estamos cientes de um aumento do uso do remdesivir alinhado a um aumento de casos hospitalares de covid-19", disse um porta-voz do Ministério da Saúde britânico em um comunicado enviado por email.

"Embora ainda existam bastante suprimentos de remdesivir, pedimos ao Serviço Nacional de Saúde (NHS) para priorizar temporariamente os pacientes para que aqueles que mais provavelmente se beneficiarão possam ter acesso a ele."

Em julho, uma autoridade de saúde inglesa disse que novos remédios, como o remdesivir, provavelmente terão problemas de suprimento quando comparados com genéricos que podem ser usados no tratamento da Covid-19, como a dexametasona.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde disse que acredita que os critérios adicionais de uso do remdesivir só vigorarão por algumas semanas e que mais estoques do remédio devem chegar até o final de outubro, mas que isso dependerá no número de pacientes hospitalizados.

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