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OMS rebate Bolsonaro: "Nenhum vírus que mata é bem-vindo"

Pela manhã, em entrevista, Bolsonaro minimizou o avanço da nova variante no Brasil

12 jan 2022 17h14
| atualizado às 18h05
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Diretor de Emergências da OMS, Mike Ryan
Diretor de Emergências da OMS, Mike Ryan
Foto: Denis Balibouse / Reuters

O principal especialista de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, rebateu nesta quarta-feira declarações feitas mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro de que a variante Ômicron do coronavírus seria bem-vinda e que poderia até sinalizar o fim da pandemia.

Pela manhã, em entrevista, Bolsonaro minimizou o avanço da nova variante no Brasil.

"A Ômicron, que já se espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem, tem uma capacidade de difundir muito grande, mas é de letalidade muito pequena. Dizem até que seria um vírus vacinal... segundo algumas pessoas estudiosas e sérias, e não vinculadas a farmacêuticas, a Ômicron é bem-vinda e pode, sim, sinalizar o fim da pandemia", disse.

Bolsonaro minimiza ômicron e sugere que pode ser "bem-vinda”:

Durante entrevista coletiva em Genebra, ao ser questionado sobre as declarações do presidente brasileiro, o especialista da OMS rebateu, mesmo ressalvando que não tinha conhecimento da fala de Bolsonaro.

Ryan afirmou que, embora a Ômicron seja "menos grave como uma infecção viral em um indivíduo, isso não significa que seja uma doença leve". Segundo ele, há muitas pessoas ao redor do mundo em hospitais, em UTIs, respirando com dificuldade, o que deixa "obviamente muito claro que isso não é uma doença leve".

"É uma doença que pode se prevenir com vacina, é uma doença que, em grande extensão, pode ser prevenida adotando fortes cuidados pessoais para evitar a infecção e se vacinando", afirmou.

"Há muito que podemos fazer. Essa não é a hora de desistir, não é a hora de ceder, não é a hora de declarar que esse é um vírus bem-vindo. Nenhum vírus que mata pessoas é bem-vindo. Especialmente quando, em grande extensão, essa mortalidade e esse sofrimento é evitável com o uso apropriado de vacinas", reforçou.

 

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