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Itália libera vacina de Oxford para maiores de 65 anos

Imunizante já está sendo utilizada em todas as faixas etárias adultas em diversos países do mundo

8 mar 2021
10h02
atualizado às 10h14
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O Ministério da Saúde da Itália autorizou nesta segunda-feira (8) a utilização da vacina anti-Covid da Universidade de Oxford e da AstraZeneca para idosos com mais de 65 anos de idade, com exceção daqueles considerados "extremamente vulneráveis".

 

Inicialmente, o imunizante era permitido apenas para pessoas de até 55 anos, mas, em 23 de fevereiro, o governo italiano já havia autorizado seu uso em cidadãos de até 65 anos.

A cautela inicial da Itália, também vista em países como Alemanha e França, se deveu aos dados escassos fornecidos pela AstraZeneca a respeito da eficácia da vacina em idosos.

Vacina da AstraZeneca/Oxford estava sendo aplicada apenas em pessoas com menos de 65 anos na Alemanha
Vacina da AstraZeneca/Oxford estava sendo aplicada apenas em pessoas com menos de 65 anos na Alemanha
Foto: EPA / Ansa

Essas recomendações, no entanto, aumentaram a rejeição à fórmula de Oxford, que tem a vantagem de ser mais barata e mais facilmente armazenável que as da Pfizer e da Moderna, também em uso na UE.

A vacina de Oxford/AstraZeneca já está sendo utilizada em todas as faixas etárias adultas em diversos países do mundo, como Brasil e Reino Unido, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que ela é segura para idosos.

"Novas evidências científicas não apenas confirmam o perfil de segurança favorável da vacina, mas indicam que, mesmo nas pessoas com idades superiores a 65 anos, sua administração é capaz de induzir proteção significativa contra a patologia induzida pelo Sars-CoV-2 e por formas graves ou até fatais da covid-19", diz uma circular lançada pelo Ministério da Saúde da Itália nesta segunda-feira.

Segundo a pasta, as únicas restrições para a utilização da fórmula de Oxford são para "indivíduos identificados como extremamente vulneráveis em função de imunodeficiência, primária ou resultante de tratamentos farmacológicos, ou por patologia concomitante que aumente consideravelmente o risco de desenvolver formas fatais da covid-19".

Esses grupos, que incluem pacientes com HIV ou câncer, por exemplo, continuarão sendo vacinados com os imunizantes da Moderna e da Pfizer. Até o momento, a Itália já aplicou 5,42 milhões de vacinas, porém apenas 1,65 milhão de pessoas receberam as duas doses, o que equivale a menos de 3% da população nacional.

Como a vacina de Oxford é mais barata e não exige temperaturas negativas para sua manutenção, a Itália aposta em sua utilização em larga escala para acelerar a campanha de imunização contra a covid-19.

Por conta disso, o governo italiano já bloqueou a exportação de 250 mil doses pela AstraZeneca à Austrália, alegando que a multinacional está inadimplente com o cronograma de distribuição no país.

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Ansa - Brasil   
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