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Capital e outras 5 regiões avançam à fase verde em SP

Reclassificação foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB) nesta sexta-feira, 9

9 out 2020
13h15
atualizado às 16h47
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A capital paulista, a região metropolitana e as regiões de Piracicaba, Campinas, Taubaté, Sorocaba e a Baixada Santista tiveram quedas nos números da covid-19 e avançaram para a chamada fase verde da quarentena. Com isso, 76% da população vive nessas regiões. Já a região de Barretos voltou para a fase laranja. O restante do Estado permanece na fase amarela. Essa nova configuração vale a partir deste sábado, 10, e uma nova reclassificação acontecerá somente em 16 de novembro.

João Doria (PSDB), governador de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.
João Doria (PSDB), governador de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.
Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP / Estadão Conteúdo

Com o avanço de fase, a capital paulista reabre, a partir deste sábado, 10, cinemas, teatros, bibliotecas e museus. A autorização para a retomada dessas atividades culturais já havia sido dada pelo governo do Estado no começo de julho, para cidades há mais de 28 dias na fase amarela, mas a decisão cabe aos prefeitos. Bruno Covas (PSDB) decidiu esperar a chegada à fase verde para a retomada desse setor. Os protocolos com as entidades que representam essas áreas foram assinados no dia 24 de setembro, a fim de garantir a reabertura assim que a cidade chegasse a esse estágio do Plano São Paulo.

A fase verde da quarentena, a penúltima antes da azul (último estágio), permite a ampliação do horário em shoppings, comércios, bares, restaurantes, academias e setor de serviços e também a capacidade de ocupação em 60%. O governador João Doria (PSDB) afirmou que as atividades das regiões nessa fase poderão funcionar por 12 horas. Regiões na fase amarela também poderão estender de oito horas para dez horas o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, de rua, shoppings, academias e prestadores de serviço. Restaurantes e similares poderão ficar abertos até as 23h, dentro das regras, mas o serviço deve ser interrompido às 22h, obrigatoriamente. Essa regra vale tanto para a fase amarela quanto para a verde.

"A fase verde ainda requer cuidado, permite uma retomada maior, mas é preciso cautela", afirmou a secretária Patrícia Ellen, de Desenvolvimento Econômico.

O Centro de Contingência também decidiu unir a região metropolitana em uma única região, chamada de Grande São Paulo. Antes, havia separação. "A cidade de São Paulo é referência médica da América Latina, da região metropolitana, do interior e de outros estados. A mortalidade e a letalidade são maiores porque concentram na cidade os casos mais graves e isso sacrifica os indicadores. Por isso, achamos razoável essa reorganização e restabelecimento da DRS 1, como ela era originalmente", explicou Jean Gorinchteyn.

Além disso, os indicadores agora vão comparar os últimos 28 dias com os 28 dias anteriores, ampliando a contagem anterior de 7 dias. A classificação das regiões depende de variáveis como taxa de ocupação de leitos de UTI, a quantidade desses leitos por 100 mil habitantes e também leva em conta os números de casos, óbitos e internações.

Gorinchteyn também explicou que, apesar de permitir uma maior flexibilização, a fase verde ainda é restritiva. "Está bem distante da fase azul, que ainda estudamos quais os critérios que vamos utilizar. Um deles é a disponibilidade de vacina e toda a população vacinada. O outro é o número de casos bem baixos, como a H1N1, com repercussão bem baixa para a sociedade e que pode aumentar o número de atividades ou voltar a uma fase que chamamos de normal controlada."

A capital paulista estava classificada na fase amarela desde o dia 26 de junho.

A retomada de outros setores na capital paulista na fase verde só ocorrerá em duas semanas, de acordo com Covas.

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Estadão
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