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Brasil registra 62 novas mortes por covid-19 em 24 horas e média se mantém acima de cem vítimas

Dados foram divulgados na noite deste sábado pelo consórcio de veículos de imprensa. Brasil vive novo momento de atenção quanto ao avanço do coronavírus

21 mai 2022 20h26
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O Brasil registrou 62 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com dados divulgados neste sábado, 21, pelo consórcio de veículos de imprensa. Com isso, a média móvel dos últimos sete dias ficou em 105, completando oito dias consecutivos de média acima de cem vítimas. Uma nova alta de casos em algumas regiões tem despertado a atenção de autoridades de saúde no País.

O boletim do consórcio mostrou que o total de mortes desde o início da pandemia chegou a 665.657. No último dia, 20.521 testes positivos foram relatados pelos Estados, fazendo o total chegar a 30.780.028. A média móvel de casos está em 14.646, uma redução de 7% em relação há duas semanas.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o País 295.695 pessoas em acompanhamento médico em razão da covid-19, enquanto 29.801.225 se recuperaram. O total de mortes contabilizado pela pasta federal é de 665.493.

O novo avanço da doença no Brasil ocorre no momento em que se observa uma estagnação nos números de vacinação e o Boletim Infogripe da Fiocruz alerta que os casos de covid voltaram a predominar entre as causas de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e já respondem por 41,8% dos registros.

Embora 80% da população já tenha tomado pelo menos duas doses do imunizante, a proteção com reforço não é tão alta em algumas faixas etárias. Nos grupos mais jovens, está abaixo da média considerada satisfatória. Entre os menores de 60 anos, por exemplo, menos de 40% das pessoas tomaram a dose de reforço. Nas crianças entre 5 e 11 anos, 32% estão com esquema vacinal completo. Esse porcentual permite que o vírus continue circulando, como mostrou o Estadão neste sábado.

Estadão
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