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Bolsonaro critica "idiotas" que ainda defendem ficar em casa

"Tem uns idiotas aí até hoje do fique em casa. Se o campo tivesse ficado em casa esse cara tinha morrido de fome", disse

17 mai 2021 11h56
| atualizado às 12h03
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O presidente Jair Bolsonaro chamou, nesta segunda-feira, de "idiotas" aqueles que defendem o isolamento social para combater a disseminação do coronavírus, apesar de a medida ser considerada por especialistas como uma das principais armas para conter a covid-19.

Bolsonaro em ato de apoio a governo em Brasília
 15/5/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Bolsonaro em ato de apoio a governo em Brasília 15/5/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"Tem uns idiotas aí até hoje do fique em casa. Se o campo tivesse ficado em casa esse cara tinha morrido de fome", disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, ao agradecer o apoio que recebeu no fim de semana de produtores e representantes do agronegócio que participaram de ato em Brasília.

Desde o início da pandemia o presidente ataca medidas adotadas por governadores e prefeitos com base em recomendação científica para restringir a circulação e aglomerações de pessoas como forma de reduzir a transmissão do coronavírus.

Ao discursar no ato em seu favor no sábado, que provocou aglomeração, Bolsonaro disse que "não é ficando embaixo da cama em casa que vamos solucionar esse problema" da pandemia.

No início do mês, Bolsonaro ameaçou editar um decreto para "garantir o direito de ir e vir" e desafiou o Supremo Tribunal Federal (STF) na ocasião ao dizer que se o texto for publicado não seria contestado em "nenhum tribunal".

O Brasil possui o segundo maior número de mortes pela doença no mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos, e a terceira maior contagem de casos confirmados de coronavírus, atrás dos EUA e da Índia. No domingo, informou o Ministério da Saúde, foram registradas 1.036 novas mortes em decorrência da covid-19, elevando o total de óbitos pela doença a 435.751. O número total de infecções no país chega a 15.627.475.

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