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Como a moda se repete a cada 20 anos, segundo a ciência

19 mar 2026 - 14h31
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Pesquisadores analisaram 37 mil imagens desde 1869. "Regra dos 20 anos" na indústria da moda pode ser explicada pela matemática.Reza uma teoria sobre a moda que as tendências ressurgem a cada duas décadas. É a chamada "regra dos 20 anos", que entende o mercado de roupas como regido por ciclos. Um novo estudo da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, aponta que esta pode, na verdade, ser uma realidade matemática.

Teoria diz que tendências saem de moda e voltam em ciclos de 20 anos
Teoria diz que tendências saem de moda e voltam em ciclos de 20 anos
Foto: DW / Deutsche Welle

Os pesquisadores desenvolveram um novo modelo matemático e criaram o banco de dados sobre moda mais completo até hoje, com 37 mil imagens de roupas femininas desde 1869 até os dias atuais.

Desde os anos 1980, há mais espaço para diversidade no mundo da moda, que evolui gradualmente. Mesmo assim, o modelo do estudo, focado em analisar vestidos femininos, demonstrou que o auge e o declínio dos estilos seguem uma onda repetitiva, que atinge seu ponto máximo aproximadamente a cada duas décadas.

Um padrão vem à tona

Utilizando ferramentas personalizadas, os pesquisadores mediram as características principais dos vestidos — a posição da barra, o decote e a cintura — e converteram os desenhos em dados numéricos, que podiam ser acompanhados ao longo dos anos.

Para analisar os dados, eles construíram um modelo matemático baseado em uma ideia simples: a tensão entre querer se destacar e, ao mesmo tempo, se encaixar. O modelo foi aplicado a dezenas de milhares de moldes de costura históricos do Arquivo de Moldes Comerciais da Universidade de Rhode Island, nos EUA, e de coleções de passarela.

Um dos padrões mais evidentes, segundo o estudo, tem a ver com o comprimento das barras, já que as saias se encurtaram e se alongaram repetidamente. Dos vestidos flapper mais curtos da década de 1920 aos estilos mais longos e conservadores da década de 1950, e depois às minissaias do final da década de 1960, tudo acaba voltando.

"Com o passar do tempo, essa necessidade constante de se diferenciar do passado recente faz com que os estilos oscilassem de um extremo a outro", indicou Daniel Abrams, um dos autores do artigo.

Mais diversidade

Coexistem nas últimas quadro décadas uma maior variedade de comprimentos de saia, o que sugere que a moda está se fragmentando. Em vez de uma tendência dominante, surgem nichos que refletem maior diversidade.

No passado, havia duas opções de vestidos, por exemplo: curtos ou longos. Mas nos últimos anos há mais opções: muito curtos, até o chão, midi. "Observa-se um aumento da variabilidade com o tempo e menor uniformidade", destacou Emma Zajdela, outra pesquisadora.

Além de respaldar as percepções comuns sobre os ciclos de vida das modas, os pesquisadores afirmam que esses resultados poderiam ajudar a explicar como novas ideias se difundem na sociedade.

ht (ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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