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Macron faz 'ataques descabidos e gratuitos à Amazônia', diz Bolsonaro

No Twitter, presidente brasileiro voltou a criticar francês depois que líder europeu respondeu a comentário desrespeitoso

26 ago 2019
11h35
atualizado às 13h07
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SÃO PAULO - Poucos minutos depois de a imprensa brasileira noticiar que o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou esperar que os brasileiros venham a ter um presidente que se comporte à altura do cargo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar o chefe do Executivo francês em sua conta pessoal no Twitter e afirmou que ele fez "ataques descabidos e gratuitos a à Amazônia".

"Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma 'aliança' dos países do G-7 para 'salvar' a Amazônia, como se fôssemos uma colônia ou uma terra de ninguém", escreveu o presidente nesta segunda-feira, 26.

Macron havia sido questionado sobre a reação de Bolsonaro a um comentário em que um seguidor da sua página no Facebook postou fotos dos chefes de Estado com suas respectivas primeiras-damas, afirmando que o mandatário francês teria inveja de Bolsonaro porque sua esposa é 24 anos mais velha do que ele.

"Outros chefes de Estado se solidarizaram com o Brasil, afinal respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado", finalizou Bolsonaro na rede social.

'O que ele está de olho na Amazônia?'

Mais cedo, o presidente questionou mais uma vez o interesse de alguns países por trás do apoio ao Brasil para combater incêndios na região amazônica. Com um exemplar do jornal O Globo em mãos, Bolsonaro citou a manchete da edição desta segunda, do veículo: "Macron promete ajuda de países ricos à Amazônia".

"Será que alguém ajuda alguém, a não ser uma pessoa pobre, sem retorno? O que ele está de olho na Amazônia?", indagou Bolsonaro sobre a frase.

O presidente também criticou a imprensa e disse que não iria responder perguntas de jornalistas nesta segunda porque conteúdos que considera relevantes não foram publicados pela imprensa como ele esperava.

Estadão
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