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Incêndios avançam e governo prepara operação de guerra no Pantanal

Foram 437 novos focos de incêndio registrados no Mato Grosso do Sul em 24 horas de monitoramento do INPE; área queimada chega a 55 mil hectares

31 out 2019
20h08
atualizado em 1/11/2019 às 14h43
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SOROCABA - Grandes incêndios destruíram mais 5 mil hectares, entre a noite de quarta e a tarde desta quinta-feira (31), no Pantanal, em Mato Grosso do Sul. Em 24 horas, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 437 focos no Estado, a maioria nessa região. O acumulado nos últimos cinco dias chegou a 1.432 focos. A área queimada somente no Pantanal, segundo o governo, foi ampliada para 55 mil hectares.

O governo estadual anunciou uma "operação de guerra" contra os incêndios a ser lançada neste fim de semana nas área mais críticas, nos municípios pantaneiros de Miranda, Aquidauana e Corumbá. Duas aeronaves e 95 homens vão e juntar à força-tarefa que já atua na região. A pedido do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o governo do Distrito Federal vai deslocar 35 bombeiros e um avião Air Tractor equipado com lança-água para apoiar o combate às chamas. Outros 60 brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes irão para a área.

Nesta quinta-feira, mais 30 bombeiros do Estado foram deslocados para a região. A passagem do fogo deixou um cenário desolador de campos devastados e matas calcinadas. Além de animais silvestres, foram encontrados mortos bovinos que os fazendeiros não conseguiram remover a tempo. O prejuízo ainda não foi calculado.

De acordo com os bombeiros, as chamas abriram uma vasta clareira de 60 quilômetros no sentido oeste-leste do Pantanal Sul. Onde as chamas já foram controladas, permanece uma névoa cinzenta cobrindo a região. Nos pontos com focos ativos, a fumaça se espalha em uma extensão de 120 quilômetros, na região turística do Passo da Lontra, ao longo da rodovia MS-184.

Nesta quinta-feira, secretários de segurança e meio ambiente do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso assinaram termo de cooperação para o combate aos incêndios que atingem o Pantanal, bioma presente nos dois Estados, considerado patrimônio da humanidade. O termo prevê ações conjuntas na prevenção e combate aos incêndios e a realização de estudos para uniformizar a legislação que incide sobre o Pantanal.

Estadão
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