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Dia da Sobrecarga da Terra: humanidade já esgotou recursos em 2019

Cálculo da organização Global Footprint Network aponta que ano a ano a data se antecipa no calendário

29 jul 2019
12h36
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OAKLAND - A humanidade viverá no crédito a partir desta segunda-feira, 29, pois já consumiu todos os recursos naturais - como água, terra e ar limpo - que o Planeta Terra oferece, segundo um cálculo da organização não governamental (ONG) Global Footprint Network.

O Dia da Sobrecarga da Terra, calculado desde 1986, chegou dois meses antes de 20 anos atrás e a cada ano se antecipa no calendário. Em 1993, ocorreu em 21 de outubro; em 2003, em 22 de setembro; e, em 2017, em 2 de agosto.

"O fato de que o Dia da Sobrecarga da Terra seja 29 de julho significa que a humanidade utiliza atualmente os recursos ecológicos 1,75 vez mais rápido do que a capacidade de regeneração dos ecossistemas", destacou a ONG, em um comunicado. "Gastamos o capital natural do nosso planeta, reduzindo ao mesmo tempo sua capacidade futura de regeneração."

De acordo com a Global Footprint Network, o custo da sobrecarga econômica mundial está se tornando cada vez mais evidente com o desmatamento, a erosão dos solos, a perda da biodiversidade e o aumento do dióxido de carbono na atmosfera.

"Isto leva à mudança climática e a fenômenos climáticos extremos mais frequentes", afirma a organização, com sede na Califórnia.

Os modos de consumo apresentam enormes diferenças entre os países.

"O Catar alcançou seu Dia de Sobrecarga depois de 42 dias, enquanto a Indonésia consumiu todos os recursos para o ano inteiro depois de 342", destaca a WWF, associada à Global Footprint Network. "Se todo mundo vivesse como os franceses, precisariam de 2,7 planetas e se todo mundo adotasse o modo de consumo dos americanos, seriam necessárias cinco Terras."

Segundo a WWF, "diminuindo as emissões de CO2 em 50%, poderíamos ganhar 93 dias ao ano, isto é, atrasar no dia da sobrecarga da Terra até outubro".

A pegada ecológica de cada indivíduo pode ser calculada em www.footprintcalculator.org. /AFP

Estadão
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