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Navios de guerra no mar e exército na rua: cidade vive a Rio+20

13 jun 2012
15h44
atualizado às 16h52

Os eventos oficiais da Rio+20 tiveram início nesta quarta-feira e os moradores da cidade já sentem o clima da conferência - até no trânsito incomum na capital fluminense . Na orla da zona sul, onde se concentra a rede hoteleira da cidade, militares do Exército montam guarda com fuzis ao lado de jipes camuflados. No mar, navios de guerra fazem o patrulhamento.

 Soldados do Exército ocupam as ruas próximas ao Riocentr
Soldados do Exército ocupam as ruas próximas ao Riocentr
Foto: J. Eloy / Futura Press

Nas portas dos hotéis, ônibus e vans com adesivos da Rio+20 esperam para levar os participantes do mundo todo aos locais do evento. Fátima Esteves visitou na manhã de hoje uma exposição sobre a Rio+20 no Forte de Copacabana. "Estou achando que a população e as autoridades estão muito mais mobilizadas agora do que na época da Rio 92", disse.

Já a moradora de Niterói Gisela Reichert aproveitou a manhã para passear com duas amigas pelo Rio de Janeiro. "Esse é o clima da Rio+20, mas o que quero saber mesmo é o resultado que isso vai ter", disse.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) teve início nesta quarta-feira e segue até o dia 22. A partir da próxima semana, 130 chefes de Estado e governo participarão da Reunião de Cúpula, no Riocentro.

Rio+20
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ocorre na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 13 a 22 de junho e deverá contribuir para a definição da agenda de discussões e ações sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Assim chamada por marcar os 20 anos da realização da Eco92, a Rio+20 é composta por três momentos. De 13 a 15 de junho, representantes governamentais discutirão os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. Entre 16 e 19, serão programados eventos com a sociedade civil. Já de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.

Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vários líderes mundiais estarão ausentes, incluindo o presidente americano Barack Obama. Do lado europeu, ficam de fora a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Para garantir a presença de países africanos e caribenhos, o Itamaraty, o Ministério da Defesa e a Embraer trarão as delegações de 10 deles.

Agência Brasil Agência Brasil
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