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Revista 'The Economist' não previu terremotos que atingiram a Venezuela

TECNOLOGIA NÃO PERMITE PREVER NEM 'FABRICAR' TERREMOTOS, DIFERENTEMENTE DO QUE AFIRMA VÍDEO

3 jul 2026 - 11h55
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O que estão compartilhando: que uma edição especial da revista The Economist teria previsto os terremotos que atingiriam a Venezuela no dia 24 de junho. A previsão comprovaria que "o clima é fabricado há décadas por uma elite global".

Para fazer uma previsão, seria preciso indicar data, hora, localização e magnitude para o abalo, o que ainda não é possível fazer.
Para fazer uma previsão, seria preciso indicar data, hora, localização e magnitude para o abalo, o que ainda não é possível fazer.
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Não existe tecnologia capaz de prever nem de criar terremotos, segundo especialistas e centros de referência consultados pela reportagem. O que existe hoje são alertas de curto prazo, de poucos segundos, para abalos sísmicos. Portanto, a revista não seria capaz de alertar sobre o terremoto pois a publicação saiu sete meses antes da tragédia na Venezuela. Além disso, terremotos são eventos geológicos, não climáticos.

Clima não pode ser 'fabricado', mas sim alterado

O Cemaden explica que não seria possível "fabricar" o clima, pois ele é resultado de uma série de fatores ao longo do tempo. O que ser humano tem feito desde a Revolução Industrial é alterar o clima, aumentando o efeito estufa por meio da emissão de gases e acelerando o processo de aquecimento global.

"O aquecimento global, inicialmente da atmosfera e posteriormente dos oceanos, resulta em mudanças climáticas, sendo a principal delas o aumento da intensidade e frequência de eventos extremos", informou o Cemaden.

Maciel reforça que há vastas evidências de que atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, estão alterando o balanço de energia da atmosfera.

"Isso contribui para o aumento da temperatura média do planeta e influencia diversos aspectos do clima, como ondas de calor e chuvas intensas", disse.

Estadão
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