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Vídeo de ataque ucraniano à Rússia circula como se mostrasse ofensiva do Irã no Bahrein

FILMAGEM DE 2025 FOI USADA FORA DE CONTEXTO

30 jun 2026 - 16h45
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O que estão compartilhando: um vídeo que mostraria a ofensiva do Irã com mísseis e drones contra base da Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein.

Vídeo não foi gravado no Bahrein
Vídeo não foi gravado no Bahrein
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O registro foi feito em janeiro de 2025 e não tem relação com o conflito entre Estados Unidos e Irã. Na realidade, a gravação mostra um ataque com drones da Ucrânia a uma refinaria de petróleo russa.

Vídeo de ataque ucraniano circula como se fosse ofensiva do Irã

A postagem verificada alega exibir uma das ofensivas iranianas no Bahrein, com um vídeo que mostra uma grande chama que parece ser resultado de uma explosão. O conteúdo acumula mais de 7 mil curtidas e 745 comentários. Mas o registro não é atual: ele foi feito em janeiro de 2025, na Rússia.

Por meio de uma busca reversa de imagens, o Verifica encontrou a filmagem em reportagens associadas a um ataque ucraniano a uma refinaria de petróleo na cidade de Ryazan, na Rússia. O vídeo foi repercutido por veículos como Reuters, The Guardian e Al Jazeera.

Na época, segundo a Reuters, o Ministério da Defesa da Rússia informou que 20 drones ucranianos atacaram a região de Ryazan. Ao todo, a operação envolveu um total de 121 drones e teve como alvo 13 regiões, incluindo Moscou. Não houve menções a vítimas.

Irã atacou alvos no Kuwait e no Bahrein na última semana

No último sábado, 27, a Guarda Revolucionária do Irã informou que mísseis balísticos e drones atingiram "oito infraestruturas importantes" na base de Ali al-Salem, no Kuwait, e na Quinta Frota dos Estados Unidos no porto de Salman, no Bahrein. A força paramilitar persa classificou os ataques como uma resposta a "agressões recentes" de Washington.

A tensão na região foi retomada na última quinta-feira, 25, quando o Irã atacou um navio porta-contêineres que passava pelo Estreito de Ormuz. Horas antes, o Irã alertou que os navios só poderiam trafegar pelas águas controladas pela República Islâmica. Muitos, porém, passaram a utilizar a rota alternativa pelo lado sul, ao longo da costa de Omã.

Já na sexta-feira, 26, os Estados Unidos responderam com bombardeios a locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos e radares costeiros. No X (antigo Twitter), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) alegou que "a agressão injustificada contra a navegação comercial por parte das forças iranianas violou claramente o cessar-fogo".

Apesar de confirmação de Trump, Irã nega reunião com EUA nos próximos dias no Catar

Como lidar com postagens do tipo: em guerras e conflitos armados, é comum viralizar vídeos e imagens fora de contexto. Uma das formas de checar esses tipos de conteúdo é a busca reversa. Trata-se de uma ferramenta que ajuda a descobrir se uma mídia já foi compartilhada antes na internet, em quais sites e em qual contexto. Aprenda aqui como fazer.

Esse boato também foi desmentido pela Reuters Fact Check.

Estadão
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