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Não há indício de que incêndio perto do STF tenha sido provocado por 'bolsonaristas'

FOGO EM BANHEIROS QUÍMICOS NA ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS OCORREU DURANTE JULGAMENTO DA TRAMA GOLPISTA; SUSPEITO PRESO ERA HOMEM EM SITUAÇÃO DE RUA E AGIU SOZINHO, SEGUNDO POLÍCIA

12 set 2025 - 12h52
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O que estão compartilhando: que bolsonaristas atearam fogo em banheiros químicos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na terça-feira, 9, enquanto acontecia, no Supremo Tribunal Federal (STF), a primeira sessão de votação do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus da chamada trama golpista. As postagens sugerem motivação política para o ato.

Não há relação entre incêndio de banheiro químico e bolsonaristas.
Não há relação entre incêndio de banheiro químico e bolsonaristas.
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

O Estadão Verifica apurou e concluiu que: é enganoso. Não há elementos que apontem motivação política. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o preso suspeito de ter causado o incêndio é uma pessoa em situação de rua e agiu sozinho. Ele já foi preso por outros crimes, como violência doméstica, porte de arma branca e furto. Ao g1, o delegado que atendeu a ocorrência explicou que o incêndio teria sido motivado pela intenção de recolher metal dos banheiros químicos para troca por drogas.

Saiba mais: uma das postagens que viralizaram foi feita pelo deputado federal Túlio Gadêlha (Rede-PE), que escreveu: "Mais uma vez Brasília em chamas. Agora por conta de bolsonaristas que atearam fogo em banheiros químicos enquanto o ministro Alexandre de Moraes fazia a leitura do seu voto".

Procurado, o deputado postou uma retratação em sua conta no X, em que diz: "Erramos. O incêndio nos banheiros na Esplanada, quando iniciou o Julgamento de Bolsonaro, segundo a Polícia Militar, o suspeito é um homem de 22 anos e o crime não teve motivação política. Pelo erro na publicação anterior, pedimos desculpas aos nossos seguidores."

No dia 9, um homem foi preso por suspeita de ter ateado fogo aos banheiros químicos que estavam no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, a cerca de dois quilômetros de distância do STF. As estruturas haviam sido usadas no desfile de Sete de Setembro.

Ao Estadão Verifica, a PMDF afirmou que o homem é um jovem de 22 anos em situação de rua, que já havia sido preso anteriormente por violência doméstica, porte de arma branca e diversos furtos, inclusive em órgão público na área central de Brasília.

Ainda de acordo com a PMDF, não havia com o suspeito nenhum material que o relacionasse com algum espectro político. Ele carregava uma mochila em que, além de objetos pessoais, havia uma lâmina e spray com gás butano inflamável. O suspeito foi identificado a partir de imagens de câmeras de segurança do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). Segundo a major Talita Soares, comandante do 6º Batalhão, ele estava sozinho no local.

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"A nossa equipe conseguiu, junto com o MGI, prontamente identificar o recorte onde esse elemento (o suspeito) foi visualizado, instantes antes do início do incêndio, onde é possível perceber que não há trânsito de nenhuma outra pessoa. Assim que ele deixa o local, já é possível identificar a fumaça e o início do incêndio lá nos banheiros químicos", disse a major.

Ao g1, o delegado de plantão da 5ª DP, Sérgio Bautzer, descartou motivação política, explicando que não havia relação do caso com o julgamento de Bolsonaro e outros sete réus no STF. Segundo o g1, o delegado afirmou que o incêndio teria sido motivado pela intenção de recolher metal dos banheiros químicos para troca por drogas.

Estadão
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