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Copa do Mundo da Fifa 2026

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Carlo Ancelotti banca Neymar, nega pressão e revela escalação da Seleção; leia íntegra

Técnico da Seleção Brasileira concedeu entrevista coletiva antes de amistoso contra o Panamá, abordou lesão do camisa 10 e confirmou Marquinhos como capitão

30 mai 2026 - 10h28
(atualizado às 10h52)
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Ancelotti descarta cortar Neymar da Copa do Mundo: ‘Não vamos trocar ninguém’:

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, concedeu entrevista coletiva nesta véspera de amistoso contra o Panamá, no Maracanã, partida que marca a despedida da equipe antes do embarque para a Copa do Mundo nos Estados Unidos.

O treinador italiano garantiu a permanência de Neymar no grupo, elogiou o nível do futebol brasileiro e adiantou o time titular que entrará em campo.

Veja abaixo a íntegra da coletiva:

A situação médica de Neymar

Sobre o Neymar, ele foi convocado baseado num diagnóstico de edema, mas um exame revelou uma lesão. Houve incômodo na comissão técnica sobre essa diferença? Qual a projeção para contar com ele na Copa?

Carlo Ancelotti: Antes da convocação, recebemos um comunicado do Santos dizendo que o jogador tinha um pequeno problema, um edema. Deixamos o Santos cuidar disso até o dia 27. O jogador foi convocado porque, para a comissão, ele teria que ser convocado. A partir do dia 27, nós assumimos o problema do Neymar. Pensamos que ele vai se recuperar o mais rápido possível. Ele está trabalhando bem, está animado. Para ser claro: ele vai estar conosco até o dia em que se recuperar e puder estar disponível. Pensamos que ele pode se recuperar para o primeiro jogo da Copa do Mundo. Se não puder, vai se recuperar para o segundo. Não temos nenhuma dúvida de que não vamos trocar ninguém. Os 26 escolhidos são estes e vão jogar a Copa do Mundo. Por azar, ele teve esse pequeno problema que não permite treinar com o grupo, mas está trabalhando muito bem individualmente.

Durante as eliminatórias, o senhor disse que convocaria jogadores 100% fisicamente. Agora decidiu manter o Neymar. Isso muda por ser uma Copa do Mundo e ter tempo de recuperar?

Carlo Ancelotti: Sim, eu falei desse estado 100% fisicamente, mas provavelmente não me expliquei bem. Eu quis dizer que poderia chamar um jogador que não estava 100%, mas que poderia estar 100% durante a Copa do Mundo. Podem estar 100% durante a Copa o Militão, o Rodrygo, o Estêvão, e pode estar 100% o Neymar.

Se no dia da convocação o senhor soubesse que a lesão era de grau dois e não um edema, o senhor teria convocado o Neymar?

Carlo Ancelotti: Se meu avô tivesse rodas, seria um carro. Neymar, quando eu cheguei, já estava nos 26.

Muitos brasileiros acham que você sofreu uma pressão externa para convocar o jogador. O que você teria a dizer?

Carlo Ancelotti: A única pressão que tive não foi externa, foi pela qualidade dos jogadores brasileiros em todo o mundo. Tomamos essa decisão sem nenhum tipo de pressão externa. A pressão foi da própria comissão técnica para tentar escolher os melhores possíveis. Sobre credibilidade, para um treinador é assim: se você ganha, tem credibilidade; se não ganha, tem menos. Temos que esperar o final da Copa do Mundo para ver se serei mais ou menos crível.

Como vem sendo o seu convívio com o Neymar no dia a dia na Granja Comary?

Carlo Ancelotti: Neymar é muito amado pela CBF e pelos jogadores. Tive a oportunidade de falar com ele, falamos sobre sua recuperação e sobre o quão importante ele pode ser neste momento. Ele entendeu muito bem o papel que tem que ter nesta Copa do Mundo. Ele está trabalhando muito bem para tentar se recuperar o mais rápido possível. Ele vai ser um jogador importante no ambiente, e o mais importante é ele entender seu papel, o que creio que entendeu muito bem.

Preparação, regras e clima

É a sua primeira vez como técnico de seleção. Como tem sido o dia a dia?

Carlo Ancelotti: É um dia a dia de felicidade. Estou contente de estar aqui, preparando esta Copa do Mundo com uma equipe forte, com jogadores sérios e profissionais. A preparação tem sido muito boa. O ambiente é muito bonito, limpo, animado. É uma grande oportunidade para todos nós fazermos algo importante para este país.

O senhor está preparando a Seleção para a nova regra da FIFA que visa diminuir a cera? E sobre o clima mais quente nos Estados Unidos?

Carlo Ancelotti: Eu acho que o que a FIFA fez como nova regra é bonito para o futebol. Evitar a perda de tempo e simulações. Ontem falamos com o grupo de arbitragem da CBF, que explicou todas as regras, e acho que são muito boas para manter o jogo fluido. Isso nos faz muito bem. Sobre o clima, acho que vamos estar acostumados. Não vamos ter o problema que tivemos na Itália em 1994, porque mudaram os horários dos jogos e alguns estádios são fechados.

Qual a importância do torcedor brasileiro nesse processo de disputa da Copa?

Carlo Ancelotti: O ambiente é muito importante. A atmosfera que o povo é capaz de transmitir a todo mundo, aos jogadores, à equipe. Isso é um aspecto muito importante para criar um ambiente unido, sólido e forte.

Futebol Brasileiro e Jovens Talentos

O que você pôde aprender do campeonato nacional e sobre essa lista com um número recheado de jogadores do Brasileirão?

Carlo Ancelotti: O Campeonato Brasileiro é interessante, competitivo, muito equilibrado e com jogadores de qualidade. É preciso considerar o calendário, que é mais complicado que o europeu, e o clima. Às vezes comparam a intensidade do Brasileiro com a da Europa, mas tem que considerar esses aspectos. O Brasil é um país formador de grandes talentos, mas que não aproveita sempre desses jogadores, porque muitos saem cedo. Nesse sentido, o país perde um pouco de qualidade, porque se o futebol brasileiro é capaz de manter aqui jogadores como Estêvão e Endrick, aumenta a qualidade do jogo e do campeonato.

Casemiro falou sobre tirar a responsabilidade de jovens como Endrick de serem os "salvadores da pátria". Como tem sido o trabalho psicológico com esses jovens?

Carlo Ancelotti: É óbvio que o jogador mais experiente tem que ter mais responsabilidade que o mais jovem. Todos nós temos muita responsabilidade e pressão. Como podemos fazer para ter menos pressão? Compartilhando-a. O Brasil neste momento pode não ter uma única estrela, não temos um Pelé, não temos um Romário, não temos um Ronaldo, mas podemos ter uma responsabilidade compartilhada, o que é muito bom.

Tática, Capitão e Escalação

O senhor já tem uma dupla de laterais definida? Vê o Wesley na lateral esquerda, como ele fez na Roma?

Carlo Ancelotti: Wesley foi muito bem na Roma como lateral esquerdo, foi uma surpresa. Mas precisamos dele como lateral direito, ele vai atuar ali. Nessa posição, o Danilo tem um aspecto mais defensivo. Do outro lado, é bastante claro: temos Alex Sandro e Douglas Santos. Para o jogo de amanhã, vão jogar todos os jogadores, pois é um amistoso de preparação e de despedida dos nossos torcedores.

O senhor enxerga que algum zagueiro ou lateral pode vir a fazer a composição de meio-campo?

Carlo Ancelotti: Não, zagueiro não vai jogar no meio. No meio estamos bem cobertos com Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho, Danilo e Paquetá. Ontem trabalhamos muito o nível defensivo, porque esse vai ser o trabalho de todo este primeiro período. Eu quero tirar o excesso de informação e dar criatividade aos jogadores da frente, porque eles têm muita qualidade, não quero criar confusão defensiva para eles. O trabalho está focado ali, e os zagueiros, laterais e volantes têm um papel muito importante nisso.

Como é a gestão de egos trabalhando com jogadores da primeira prateleira mundial?

Carlo Ancelotti: O ego não é um problema. A diferença entre uma estrela e um campeão é que a estrela coloca seu ego para si mesma, e o campeão coloca seu ego para a equipe. Eu gosto de um jogador que coloca esse ego, personalidade e caráter para ajudar a equipe.

O senhor vê o Vini Jr pronto para ser o protagonista? E quem será o capitão?

Carlo Ancelotti: Ele está bem animado. Teve o tempo justo depois da temporada para descansar. Ele tem um papel muito importante. Pelo que o Vini fez no ano passado e o que o Raphinha fez, são dois jogadores muito importantes para nós. O capitão segue sendo o Marquinhos.

Vimos o senhor conversando com o Weverton no treino, foi para saber algo pessoal? E já escalou o time para amanhã?

Carlo Ancelotti: Sobre o Weverton, foi uma decisão técnica de escolher um goleiro experiente e muito seguro. Sentimos muito pelo Bento, Hugo Souza e John, mas para esse Mundial escolhemos um jogador que, em teoria, tem mais experiência. A escalação de amanhã está na minha cabeça. Será: Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Luiz Henrique, Bruno Guimarães e Casemiro; Vini Jr, Matheus Cunha e Raphinha. Na segunda parte, faremos trocas.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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