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Ucrânia aceita proposta de Lula para trabalhar pela paz

19 jun 2026 - 14h02
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, aceitou uma oferta ‌do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar na negociação de um acordo de paz para a guerra da Rússia na Ucrânia, disse um assessor presidencial ucraniano nesta sexta-feira.

Segundo o assessor de comunicação presidencial da Ucrânia, Dmytro Lytvyn, em uma conversa entre os dois presidentes sobre o que poderia ser feito para reativar a diplomacia, Lula ⁠propôs, entre outras ideias, procurar os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

O ‌próprio Lula afirmou que já havia conversado com os líderes de todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e que deve voltar a fazê-lo.

"Quem é que ‌pode fazer parar essa guerra? Sabe quem? Os ‌cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU... São eles que têm ⁠poder de veto, são eles que podem tomar decisão para a guerra ou para a paz", disse Lula em uma coletiva de imprensa nesta semana. 

"Então agora eu assumi o compromisso de, outra vez, fazer o que eu já fiz, ligar para todos os membros do Conselho de Segurança, os cinco permanentes", afirmou o presidente brasileiro.

"Vou voltar a ‌falar outra vez, eles são os responsáveis de garantir a paz ou a guerra entre ‌Rússia e Ucrânia. Tem ⁠que dar um paradeiro, ⁠e somente eles podem dar."

Ainda na coletiva, Lula afirmou que, em tentativas anteriores de oferecer ajuda ⁠para a negociação em torno do conflito, não ‌havia sentido interesse por parte ‌de Zelenskiy ou de lideranças da Rússia e demais integrantes do Conselho de Segurança. 

"Agora o Zelenskiy quer paz e está dizendo que quer um cessar-fogo sem colocar nenhum pedido extra, quer a paz para poder discutir a paz", acrescentou ⁠Lula.

Zelenskiy e Lula se encontraram à margem da cúpula do G7, na cidade turística francesa de Evian-les-Bains, na quarta-feira, evento no qual o líder ucraniano aproveitou para instar os aliados a aumentarem a pressão sobre a Rússia para pôr fim à guerra que já dura mais de quatro anos.

"Eles ‌concordaram que, em particular, com base nessas ideias e contatos, tentariam alcançar algum resultado e, posteriormente, discutiriam o assunto com base nos resultados", disse Lytvyn.

Além dos Estados Unidos, ⁠da França e do Reino Unido -- com os quais a Ucrânia mantém estreitos contatos diplomáticos --, o Conselho de Segurança conta com a Rússia e a China como membros.

Uma iniciativa de mediação apoiada pelos Estados Unidos no início deste ano estagnou em meio à insistência da Rússia em novas concessões territoriais da Ucrânia, algo que Kiev se recusa veementemente a aceitar.

Zelenskiy instou o presidente dos EUA, Donald Trump, a retomar os esforços de mediação e a intermediar um encontro presencial entre ele e Vladimir Putin -- algo que o líder russo descartou por enquanto.

A Ucrânia tem feito esforços recentes para revigorar a diplomacia com o objetivo de encerrar a guerra, já que as negociações de paz mediadas pelos EUA ficaram paralisadas devido à guerra no Irã.

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