Por volta das 5h desta sexta-feira, os pontos da Central do Brasil estavam lotados e muita gente não tinha conseguido ir para casa
Foto: Mauro Pimentel / Terra
Rodoviários do Rio de Janeiro decidiram manter a greve iniciada nesta sexta-feira por tempo indeterminado. Os motoristas e cobradores de ônibus não aceitaram a proposta colocada pelos representantes das empresas, e resolveram estender a paralisação que estava prevista para durar apenas 24 horas.
Segundo José Sacramento, diretor do sindicato dos Rodoviários, a paralisação ganhou força e conta com apoio de parte da população. "O povo está sensível às nossas demandas e tem consciência de que nossos salários são baixos e nossas condições de trabalho estão defasadas. Enquanto isso, os donos de empresas enriquecem cada vez mais", afirmou.
A previsão é que uma nova assembleia seja realizada na segunda-feira para definir os rumos do movimento. Até lá, garante o sindicato, os moradores do Rio terão que conviver com quantidade reduzida de ônibus. "Isso não é culpa nossa, e sim dos empresários e dos governantes, que não dão a devida importância ao trabalhador", observou.
O sindicado Rio Ônibus, que congrega todas as empresas de transporte rodoviário da capital, divulgou que 1.835 ônibus estão circulando pelas ruas da cidade. O número representa pouco mais de 20% dos 9 mil veículos coletivos prontos para ir às ruas.
Com esse número baixo de ônibus para atender à população, o Rio Ônibus solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que declare ilegalidade nesta paralisação. O acordo que permite a greve prevê que ao menos 30% dos coletivos devem estar circulando pelas ruas.
Ponto de ônibus ficam lotados devido à greve de motoristas e cobradores na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press
Paralisação foi decidida em assembleia na noite desta quinta-feira
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press
Paralisação ocorre no dia em que a cidade do Rio de Janeiro completa 448 anos
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press
Na noite de quinta, motoristas e cobradores de ônibus fecharam a avenida Brasil em forma de protesto após assembleia onde foi decidido pela greve da categoria
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press
O internauta José Carlos Pereira da Carvalho registrou a movimentação nos pontos de ônibus nesta sexta-feira
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
Greve foi decidida em assembleia, que rejeitou a proposta de 8% de reajuste oferecida pela Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro)
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
Categoria quer um reajuste de 15%, além de uma cesta básica no valor de R$ 200 sem desconto, plano de saúde para até três dependentes, R$ 15 de vale-alimentação por dia, jornada de trabalho de seis horas e o fim da dupla função, quando o motorista também trabalha como cobrador.
Foto: José Carlos Pereira de Carvalho / vc repórter
Por volta das 5h desta sexta-feira, os pontos da Central do Brasil estavam lotados e muita gente não tinha conseguido ir para casa