Greve faz escolas suspenderem aulas no RJ; só 20% dos ônibus circulam
Empresas pedem que Justiça classifique paralisação de ilegal, pois há menos de 30% dos coletivos nas ruas
A paralisação dos rodoviários no Rio de Janeiro afetou a rotina dos estudantes da cidade. A secretaria municipal de Educação informou que 76 escolas e creches da rede pública estão sem aulas nesta sexta-feira em função da escassez de ônibus. Outras seis estão com atendimento parcial. Não há previsão de reabertura dessas unidades até que o problema da greve esteja sanado.
O Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), que congrega todas as empresas de transporte rodoviário da capital, divulgou que 1.835 ônibus estão circulando pelas ruas da cidade. O número representa pouco mais de 20% dos 9 mil veículos prontos para ir às ruas.
Empresas acionam Justiça por greve ilegal
Com esse baixo número de coletivos para atender à população, a Rio Ônibus solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que declare ilegalidade nesta paralisação. O acordo que permite a greve prevê que ao menos 30% dos coletivos devem estar circulando pelas ruas.
Rodoviários se reuniram em um clube em Guadalupe, na zona oeste do Rio, para decidir se vão manter a greve. As negociações com os empresários não avançaram, e a tendência é que uma nova paralisação seja marcada nos próximos dias. A greve de hoje tem prazo de 24 horas, e serve como alerta dentro das discussões sobre melhorias salariais para os rodoviários.
Policiais estão na porta do clube para impedir eventuais tumultos. Piquetes nas portas de empresas deixaram ao menos 70 ônibus depredados, segundo o Rio Ônibus. O problema mais grave aconteceu em Campo Grande, na porta da empresa Pégasus, onde cerca de 50 veículos foram avariados por manifestantes e populares.