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Trânsito

Com paralisação de ônibus no Rio, passagem de van chega a R$ 20

Motoristas e cobradores pararam os trabalhos no dia do aniversário da capital

1 mar 2013 - 08h41
(atualizado às 12h39)
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Ponto de ônibus ficam lotados devido à greve de motoristas e cobradores na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro
Ponto de ônibus ficam lotados devido à greve de motoristas e cobradores na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press

É grande a adesão dos rodoviários à greve de advertência que tira boa parte dos ônibus das ruas do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, justamente no dia do aniversário de 448 anos da cidade. Quem busca a alternativas das vans, pode ter que desembolsar uma tarifa muito maior que os R$ 2,80 habituais: há motoristas cobrando até R$ 20 pela passagem.

A situação mais complicada é na zona oeste e na Ilha do Governador. Nessas regiões, há relatos de pontos de ônibus lotados e poucos veículos circulando nas ruas. Na região da Central do Brasil, o terminal rodoviário concentra poucos ônibus, e os usuários relatam terem sido pegos de surpresa.

“Vim de Honório Gurgel e saí de lá às 5h30. São 7h45, acabei de chegar. Faço esse percurso em 50 minutos, no máximo. Não tinha ouvido falar a respeito da greve, saí de casa sem saber de nada”, afirmou o auxiliar de escritório Rogério Silveira, 34.

A Central do Brasil é ponto final das linhas de trem que vêm de diversos pontos do Grande Rio. Milhares de usuários desembarcam ali e pegam ônibus para outros pontos da cidade. É o caso do auxiliar de enfermagem Rodrigo Bento, 27, que aponta dificuldades para pegar um coletivo em direção ao Leblon. “Estou aqui há quase meia hora tentando pegar um ônibus, mas está muito difícil. As filas estão enormes e está um sufoco só”, relatou.

Os pontos ao redor da Central do Brasil estão muitos cheios. Segundo um funcionário da empresa Real, pelo menos metade dos trabalhadores da empresa cruzaram os braços nesta sexta-feira. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus Cidade do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) garante que 30% dos coletivos estão nas ruas, conforme exige a lei. A estimativa é que 20 mil funcionários aderiram ao movimento, totalizando 90% dos servidores.

A assessoria de imprensa do Sintraturb-Rio nega que a paralisação tenha ocorrido "de surpresa". 

"O estado de greve está decretado desde o dia 18. Avisamos o prefeito, publicamos notas e edital dizendo que se não houvesse uma proposta decente, a categoria iria parar", garantiu o assessor Moysés Corrêa. 

Na zona oeste, a PM reforçou a segurança na porta da garagem de algumas empresas da região, onde alguns grevistas tentam impedir a saída de alguns veículos para as ruas. Segundo a viação Pégasus, vários veículos foram apedrejados pela população. Usuários relatam também que motoristas de vans cobram preços exorbitantes, diante da escassez de ônibus. No trecho entre Pavuna e Madureira, algumas vans pedem R$ 20 para embarcar os passageiros. Normalmente, a tarifa é de R$ 2,80.

Ilegalidade

A prefeitura divulgou nota onde diz que a greve é parcial e ao longo das últimas horas está sendo observado "aumento gradativo da frota nas ruas do Rio". Segundo o órgão, foi determinado aos consórcios que coloquem imediatamente a frota programada nas ruas na cidade. A Rio Ônibus informou que entrou na Justiça solicitando que seja decretada a ilegalidade da greve. 

Segundo a prefeitura, às 8h40, o corredor Transoeste, que liga Santa cruz à Barra da Tijuca, opera com 22 ônibus articulados, de uma frota média de 80 ônibus. As linhas alimentadoras do corredor Transoeste que operam em Santa e Campo Grande também estão com frota reduzida. Ainda de acordo com o comunicado, todas as estações do BTR Transoeste estão abertas e não há registro de tumulto.

Em entrevista à TV Globo, o prefeito Eduardo Paes declarou que a greve, num dia festivo para a cidade, tem clara conotação de estabelecer pressões. Segundo ele, cabe às concessionárias de ônibus cumprir suas obrigações e equacionar as questões junto aos trabalhadores. Pedindo desculpas à população, lembrou que um reajuste das tarifas já foi aprovado, e será repassado em breve aos usuários. “Esperamos que a situação se normalize ao longo do dia”, observou.

A Secretaria Municipal de Transportes e a CET-Rio informaram, também em nota, que, devido à paralisação, os corredores do BRS estão liberados para embarque e desembarque de táxis.

Reunião

O sindicato dos rodoviários se reunirá ao meio-dia desta sexta para decidir se a greve será estendida. Antes, às 10h, sentam à mesa com os empresários para negociar. Por ora, a paralisação será de 24 horas, como forma de alerta às reivindicações dos trabalhadores. Eles pedem reajuste salarial de 15%, o fim da dupla função, na qual um trabalhador atua como motorista e cobrador, além de aumento em benefícios como o vale-refeição. As empresas ofereceram 8% de aumento.

Metrô
Após o anúncio da greve dos rodoviários, o Metrô Rio anunciou uma operação especial no início da madrugada desta sexta-feira, estendendo o funcionamento do metrô até a 1h. Além disso, toda a frota de trens está disponível para absorver o provável aumento de passageiros nas estações desde as 5h.

O Metrô Rio informou ainda que, para orientar e auxiliar os usuários, 46 promotores estão trabalhando em pontos estratégicos das 35 estações. Além disso, cerca de 400 agentes estão prontos para, se necessário, ajudar no controle de fluxo dos usuários. A operação será mantida até o final da greve dos rodoviários.

Fonte: Terra
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