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Trânsito

Contra drogas, especialista dos EUA defende exame de pupila

12 set 2009 - 11h29
(atualizado às 11h29)
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Se os olhos são a janela da alma, o tamanho das pupilas pode revelaralterações no funcionamento do cérebro. É o que defende o diretor técnicodo laboratório de toxicologia forense da Universidade de Miami, ChipWalls. Segundo o especialista, o exame de dilatação da pupila antecipa o indiciamento de um motorista por direção sob efeito de drogas antes doexame toxicológico.

"Perde-se, muitas vezes, mais de uma hora entre o momento da abordagem e o do exame do motorista. É um tempo precioso, que não pode ser perdido",diz Walls.

Para facilitar o trabalho, a polícia de trânsito americana tem o cargode especialista em detecção de drogas (Drug Recognition Expert). O profissional pode ficar nas delegacias ou acompanhar operações de fiscalização. A formação do profissional é normalmente de medicina legal.

Realidade muito diferente é vivida pelos policiais brasileiros. Um tenente que coordena a fiscalização de rodovias no interior de São Paulo afirma que o único equipamento que um policial rodoviário carrega para verificar as condições do motorista é o etilômetro. Exames in loco não são costumeiros, e o motorista que estiver sob suspeita de uso de substâncias proibidas é levado a uma delegacia e encaminhado a um médico.

O exame das pupilas permite a identificação precoce de motoristas dirigindo sob a influência de drogas estimulantes do sistema nervoso central, que não é tão facilmente detectável por exame de sangue ou saliva. Com o auxílio de uma lanterna, o olho é examinado para verificar a dilatação da pupila.

"Assimetria entre o tamanho das pupilas dos dois olhos pode indicar que algo muito errado acontece no cérebro, às vezes até a iminência de um derrame cerebral", diz Walls.

Os EUA têm hoje, entre 800 mil 900 mil motoristas habilitados, o maior número no mundo. Uma pesquisa apontou em 2003 que 10% deles (32milhões) admitiram dirigir sob efeito de álcool ou drogas. "É umproblema mundial, o mesmo enfrentado aqui no Brasil, nos EUA e naUnião Européia", diz o especialista.

Doidômetro

Desde maio, a polícia carioca dispõe de um laboratório móvel de Toxicologia para blitze. Apelidade de "doidômetro", o equipamento foi desenvolvido pela Fiocruz com o objetivo de auxiliar a polícia do Rio de Janeiro a fiscalizar locais com concentração de jovens como festas rave e micaretas.

O equipamento, uma van adaptada com ar-condicionado e geladeira para armazenar amostras de exames, é capaz de realizar um exame clínico no local da abordagem. A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro não informou se o equipamento está em uso.

Fonte: Redação Terra
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