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Sem data para vacinação, Saúde adia reunião com governadores

Adiamento foi acatado uma vez que "não fazia sentido realizar uma agenda para marcar outra"

11 jan 2021
20h35
atualizado às 20h47
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O Ministério da Saúde adiou reunião com governadores sobre o cronograma do plano nacional de imunização contra covid-19 que aconteceria na terça-feira, uma vez que não há possibilidade de se definir uma data para o início da imunização, afirmou nesta segunda-feira o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Frascos rotulados como de vacina para Covid-19 em foto de ilustração
05/12/2020 REUTERS/Dado Ruvic
Frascos rotulados como de vacina para Covid-19 em foto de ilustração 05/12/2020 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

"Sem possibilidade de ter uma data definida amanhã para o início da vacinação, e também em razão da grave crise em Manaus, onde o ministro e sua equipe estão acompanhando, o Ministério da Saúde, em contato comigo agora há pouco, pediu o adiamento da agenda que estava prevista para esta terça-feira para a próxima terça-feira, dia 19", disse Dias, coordenador do tema da vacina no Fórum Nacional de Governadores, em vídeo divulgado por sua assessoria.

De acordo com o governador, o adiamento foi acatado uma vez que "não fazia sentido realizar uma agenda para marcar outra", mas Dias cobrou do governo federal a definição de uma data para o início da a vacinação, afirmando ser "o mais esperado" pelos chefes dos Executivos estaduais.

"Dependemos dela para todo cronograma do plano estratégico nacional de imunização", afirmou.

Nesta segunda-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reforçou que o governo federal trabalha com três períodos de início da vacinação no país, sendo o mais otimista com começo a partir de 20 de janeiro e o mais demorado de 10 de fevereiro ao início de março.

O governo federal adquiriu 2 milhões de doses da vacina de Oxford-AstraZeneca e outras 6 milhões de doses da CoronaVac para uso emergencial, mas depende de autorização de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da disponibilidade dos imunizantes. No caso da vacina da AstraZeneca, o governo ainda aguarda a chegada de doses da Índia, enquanto as doses da CoronaVac estão em São Paulo.

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