Trump chama Lula de 'muito volátil, mas muito inteligente' e diz que 'não poderia se importar menos'
O presidente dos EUA também elogiou Xi Jinping e Narendra Modi como líderes globais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 19, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma pessoa "muito volátil", mas "muito inteligente", e acrescentou que "não poderia se importar menos" com Lula. Em entrevista ao programa The Axios Show, Trump comentou sua visão sobre diferentes líderes mundiais.
Segundo o norte-americano, não se trata de gostar ou não do presidente brasileiro. "Para ser honesto, eu não penso nele. Eu realmente não penso nele. Não poderia me importar menos", afirmou. Em seguida, disse que Lula é "um tipo diferente de pessoa", "muito volátil".
No entanto, Trump destacou que líderes que chegam ao comando de grandes países têm algo em comum. "Você não chega a esse nível sem ser inteligente. Ele é muito inteligente", afirmou sobre Lula.
Na mesma entrevista, o presidente dos EUA elogiou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, que disse considerar exemplos de liderança global. Ele caracterizou Modi como "um grande líder" e Xi como "forte e pragmático".
As declarações ocorrem pouco depois da cúpula do G-7 na França, em que os dois presidentes estiveram presentes e falaram um sobre o outro. Ao comentar a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Trump disse que o Brasil "está um pouco complicado". "Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente."
Ele pareceu confundir Eduardo com seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que "Bolsonaro Jr." foi preso por estar indo bem nas pesquisas eleitorais. Eduardo Bolsonaro não foi preso, mas condenado pelo Supremo Tribunal Federal.
Em resposta, Lula disse durante coletiva de imprensa que Trump "conhece pouco o Brasil" e pediu que ele não se meta nas eleições. "Pra mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, afinal, gosto não se discute. Só não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são problema do Brasil, assim como as eleições dos Estados Unidos são problema dos Estados Unidos."
Lula também disse que os EUA deveriam aprender com o Brasil a ter eleições "mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas", e respondeu por que não se reuniu bilateralmente com o americano para tratar das tarifas impostas a produtos brasileiros.
"A gente não conversa com todos os presidentes a toda hora, muitas vezes não tem assunto toda hora. Eu não pedi a bilateral. Acho que ele fez uma coisa desaforada pro Brasil, por isso disse que ele age como imperador", disse, afirmando que os países já estão negociando a níveis diplomáticos sobre o tema.
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