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Política

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Tarcísio diz que governo Lula 'não vai deixar saudade' e defende privatizações em SP

Governador de São Paulo critica gestão federal, chama decisão de não disputar de 'consciente' e afirmou que seu projeto para o Estado é de longo prazo

15 jun 2026 - 10h01
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira, 15, ao afirmar que a atual gestão "não vai deixar saudade" e será lembrada por "perda de oportunidade". Em evento promovido pela Veja, em São Paulo, ele também comentou a decisão de não disputar a Presidência em 2026, que classificou como "consciente".

Para Tarcísio, que disputa a reeleição ao governo de São Paulo, o País tem desperdiçado oportunidades de crescimento. "A gente deixou de aproveitar uma grande oportunidade. Ela está passando embaixo dos nossos olhos", afirmou. O governador disse ainda que o Brasil precisa deixar de "discutir o país do futuro" e passar a "construir o futuro", citando o potencial energético como exemplo.

Tarcísio de Freitas defendeu o projeto de privatizações no Estado, que é alvo da oposição, e criticou o governo Lula
Tarcísio de Freitas defendeu o projeto de privatizações no Estado, que é alvo da oposição, e criticou o governo Lula
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Ao comentar sua decisão de não disputar a Presidência, Tarcísio reforçou o foco na gestão em São Paulo. "Meu compromisso é com o Estado e com um projeto de longo prazo", afirmou. Ele citou como meta antecipar a universalização do saneamento no Estado. "Quero ver a universalização acontecendo três anos antes do prazo do marco do saneamento", completou.

Tarcísio também defendeu a agenda de privatizações e criticou o que classificou como excesso de ideologia no debate. Segundo ele, medidas como a desestatização de serviços públicos são guiadas por metas e resultados, e não por disputas políticas. "Tem muita ideologia sobre esse tema. Não dá para misturar aritmética com ideologia", afirmou.

A agenda de privatizações tem sido um dos principais pontos de embate político em São Paulo. Assim como a privatização da Sabesp, o modelo de pedágios free flow passou a integrar o centro das críticas da oposição.

Como mostrou o Estadão, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) já começa a estruturar sua estratégia para enfrentar Tarcísio, com foco justamente na privatização da Sabesp e na política de concessões. Segundo aliados, esses temas devem concentrar a ofensiva da campanha.

Relatórios internos de monitoramento de redes sociais do próprio governo paulista indicam que a privatização da Sabesp figura entre os principais focos de desgaste da gestão. O modelo de pedágios, por sua vez, também enfrenta resistência, inclusive entre parlamentares da base aliada.

Estadão
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