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Política

Tarcísio diz que denúncia da PGR contra Bolsonaro por tentativa de golpe 'não faz sentido'

Aliado do ex-presidente, governador afirmou que a peça se trata de "revanchismo" e "forçação de barra"

25 fev 2025 - 17h21
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas "não faz sentido nenhum". "É uma questão de revanchismo, uma forçação de barra", disse o republicano em agenda no município de Mogi das Cruzes. Tarcísio é aliado de Bolsonaro, foi ministro de governo e se elegeu governador com o apoio do ex-presidente.

"Deixe as paixões de lado, desconsidere o fato de você gostar ou não da pessoa. Vamos para as evidências. Nada do que é apresentado mostra alguma conexão ou relação", continuou Tarcísio. "Está se criando uma maneira de se responsabilizar pessoas que não têm responsabilidade."

Governador de São Paulo fez críticas à peça produzida pela Procuradoria-Geral da República contra o aliado Bolsonaro
Governador de São Paulo fez críticas à peça produzida pela Procuradoria-Geral da República contra o aliado Bolsonaro
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O chefe do Executivo paulista também afirmou que não há nada de "responsabilidade objetiva" nos áudios de integrantes das Forças Armadas. As mensagens sonoras obtidas pela Polícia Federal e exibidas pela TV Globo no último domingo, 23, mostram discussões de militares de alta patente acerca da tentativa de golpe de Estado.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisou as provas reunidas pela PF durante três meses e concluiu que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento do plano golpista, como também liderou as articulações. Em caso de condenação, o ex-presidente pode ter que cumprir até 28 anos de prisão.

Entre os denunciados estão o ex-candidato a vice-presidente na chapa bolsonarista Walter Souza Braga Netto, já preso, e o ex-diretor geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal, Alexandre Ramagem.

Estadão
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