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Política

Suposto caso de corintiano pede voto: 'com forcinha o Picanha entra'

3 out 2012 - 17h41
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Dassler Marques
Direto de São Paulo

"Alô, é o Adenílson?", pergunta a reportagem. "É sim, mas pode me chamar mesmo de Picanha", responde. Do outro lado da linha está Adenílson Nobre da Silva, mas pode chamá-lo de Homem Picanha, candidato a vereador pelo DEM em São Vicente, litoral paulista. Embora possa ser enquadrado na categoria "busca pelo voto de protesto", o Picanha que mergulha na política envolve uma série de fatos curiosos. A começar pela origem de seus recursos.

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"Se não fosse esse meu caso, eu nem sairia candidato", diz. Ex-stripper, Picanha afirma ser "flex" quando perguntado sobre a orientação sexual. Ele se refere ao suposto affair com um jogador corintiano de nome não revelado, história contada pelo próprio ao CQC no ano passado. "Ele paga as minhas contas, meu aluguel, meu carro, é quem tá pagando tudo mesmo da campanha. Carro de som, tudo. Senão eu estaria ferrado para concorrer, meu partido não deu nada", conta ao Terra.

De acordo com dados do TSE, Adenílson Nobre da Silva recebeu R$ 6180 em doações, dos quais R$ 3450 saíram do próprio DEM - a lei eleitoral permite doação indireta a candidatos. Diretamente, o candidato a vereador não eleito pelo PMN há quatro anos, Valter Pereira de Santana (ou Valter Dikas Modas) doou R$ 1330. "Ele me incentivou a sair candidato", define. Francisco Carlos dos Santos, com R$ 400, e Wagner José Coutinho, com mais R$ 1 mil, são os outros financiadores da campanha. Aparentemente são anônimos e não jogam no Corinthians.

Homem Picanha diz que "a política é podre demais", mas relata ter sido bastante requisitado para aderir às eleições de 2012. "Eu gosto de política, tenho parentes envolvidos no Nordeste (em Alagoas) e o nome me ajuda. Muitos partidos me chamaram para uma coligação. Foram 18 partidos no total. Mas preferi o DEM porque tenho afinidade e meus primos já são filiados a ele. Minha candidatura é polêmica. Tudo comigo é polêmico", conta.

A primeira grande polêmica de Adenílson ocorreu há dois anos, quando levou sua história ao mundo do futebol. O Homem Picanha, assim batizado porque "um amigo empresário sugeriu, é forte", invadiu o gramado da Vila Belmiro durante clássico entre Santos e São Paulo. Calçava um tênis, vestia um micro tapa-sexo e exibia corpo talhado por sete cirurgias, segundo ele. Inclusive com prótese no peito, que retirou para a investida eleitoral.

Das apresentações reservadas em boates à carreira pública, o Homem Picanha levou principalmente os slogans politicamente incorretos com os quais tenta atrair o eleitorado de São Vicente. "Faça uma forcinha que o Picanha entra", "Picanha neles", "Chega de carne de segunda, agora é Picanha" e "Picanha é 25 (número do DEM), quase 24".

Ex-stripper, Picanha afirma que um jogador corintiano, seu suposto affair, paga a campanha
Ex-stripper, Picanha afirma que um jogador corintiano, seu suposto affair, paga a campanha
Foto: Reprodução
Fonte: Terra
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