Telhada falta à 1ª sessão da Comissão de Direitos Humanos
Ex-comandante da Rota é um dos três nomes indicados pelo PSDB para compor o colegiado em São Paulo
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) iniciou seus trabalhos nesta quarta-feira sem a presença de seu integrante mais polêmico, o deputado Coronel Telhada (PSDB). O ex-comandante da Rota (Rotas Ostensivas Tobias de Aguiar), que tem 36 mortes no currículo, foi indicado pela liderança do partido a ocupar uma das três vagas da sigla no colegiado – a bancada do PSDB é composta por 22 deputados.
Telhada está em licença não-remunerada desde ontem e só deverá retornar ao trabalho no próximo dia 29. A assessoria de imprensa do deputado informou que o afastamento foi motivado por “questões pessoais” e que Telhada tem total interesse em permanecer na comissão durante os dois anos que lhes são de direito.
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Para o deputado Carlos Bezerra Jr. (PSDB), eleito presidente da comissão nesta quarta-feira, a ausência de Telhada “fala por si só”. “A ausência denota a importância que dão aqueles que têm essa postura a esse tipo de comissão", afirmou a jornalistas.
O tucano disse ainda que não vai permitir que a comissão se transforme em palco para “promoção pessoal”. “A nossa condução aqui será respeitosa, ouvindo todas as vozes, mas não toleraremos, em hipótese alguma, qualquer tentativa de promoção pessoal que se sobreponha à defesa e à garantia dos direitos humanos", continuou.
A indicação de Telhada para a Comissão de Direitos Humanos foi alvo de críticas até mesmo dentro do PSDB. Ao final da entrevista, Bezerra Jr. ironizou a decisão do partido e disse que acredita em "milagres". "Eu sou um homem de fé e, como homem de fé, acredito em milagres. E eu creio que será um tanto interessante nós vermos nessa comissão manifestações surpreendentes na defesa dos direitos humanos", encerrou.