Senador estadunidense chama Lula de "covarde" e o acusa de recusar encontro presencial com Trump
O senador republicano Shane Jett afirmou, nesta sexta-feira (26 de setembro), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é covarde por, segundo ele, ter preferido conversar com o líder estadunidense Donald Trump apenas por telefone, recusando o encontro p
O senador republicano Shane Jett afirmou, nesta sexta-feira (26 de setembro), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é covarde por, segundo ele, ter preferido conversar com o líder estadunidense Donald Trump apenas por telefone, recusando o encontro presencial.
"O presidente brasileiro Lula da Silva recusou um convite para se encontrar com o presidente Donald Trump. Lula disse que poderiam conversar por telefone. Parece que o 'partido do amor' não está interessado em diálogo. O bom povo da República brasileira merece algo melhor! Continuamos a orar pelos sofridos patriotas brasileiros", declarou Jett.
Apesar das declarações do senador americano, o presidente Lula já afirmou que não se opõe à possibilidade de participar de um encontro presencial com Trump.
Trump diz que teve "ótima química" com Lula
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que passou brevemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos corredores da sede da ONU nesta terça-feira (23) em Nova York e que os dois concordaram em marcar uma reunião. (Veja vídeo abaixo)
"Lula e eu nos abraçamos e concordamos em nos encontrar", disse, confirmando que o encontro ocorrerá na próxima semana.
Apesar do gesto diplomático, Trump fez críticas ao Brasil. Ele afirmou que o País "enfrenta grandes tarifas por tentar censurar cidadãos americanos" e acusou o governo brasileiro de "perseguir opositores políticos nos EUA".
O republicano contou que passou por Lula ao subir ao púlpito e "não imaginava falar isso sobre o Brasil", mas defendeu que medidas tarifárias são um "mecanismo de defesa para os americanos" e uma forma de "garantir a soberania dos EUA".
Trump reiterou que seu governo busca "acordos comerciais justos e recíprocos com todos os países do mundo", mas deixou claro que continuará a usar tarifas como instrumento de pressão quando considerar os interesses dos EUA ameaçados.