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Política

PSOL decide que ficará na base de Lula, mas não aceitará cargos

Em resolução, legenda afirma que deve 'respeitar' a indicação de Sonia Guajajara a um eventual Ministério dos Povos Originários, mas impõe a filiados que aceitarem pastas o afastamento de cargos de direção; sigla se coloca contra orçamento secreto e critica 'erros graves'

17 dez 2022 - 16h54
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A direção nacional do PSOL decidiu, na tarde deste sábado, 17, que vai se manter na base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas que não terá cargos e ministérios. Na resolução, a legenda afirma que "respeita" a possível indicação de Sonia Guajajara ao Ministério dos Povos Originários, a ser criado pelo governo, mas impõe licença de cargos de direção àqueles que aceitarem pastas. A votação foi de 53 votos contra 6 contrários.

"O PSOL lutará para derrotar o bolsonarismo na raiz: ideológica e politicamente, nos parlamentos e principalmente nas ruas. Não podemos subestimar a extrema-direita e o PSOL deve ser linha de frente da luta contra ela", diz o texto da resolução.

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Desde antes das eleições, havia uma corrente minoritária do PSOL que resistia em aderir à candidatura de Lula, e queria lançar o deputado federal Glauber Braga à Presidência. Não prosperou, e o partido fez parte da coligação petista, apesar de ter aderido à federação com a Rede.

Na última semana, o partido divergiu do PT em uma questão que será essencial na relação do governo com o Congresso: o orçamento secreto. Nesta semana, foi aprovado um projeto que mantém as emendas bilionárias de relator, mas impõe que sejam divididas entre as mesas diretoras a Comissão Mista de Orçamento, e as bancadas.

Na prática, apesar de dar mais transparência, a votação manteve o orçamento secreto. Assim como o próprio PL de Bolsonaro, o PT votou em peso a favor, mas o PSOL foi contrário. Durante a campanha, Lula usou as críticas ao orçamento secreto como uma de suas armas para atingir Bolsonaro. Chegou a dizer que se tratava da "maior excrescência da política orçamentária do país".

A mudança de tom de Lula e do petismo incomodou parte do PSOL. Além de ter sido contra no Congresso, a legenda é autora da ação no STF que pede a derrubada do orçamento secreto. O julgamento está paralisado com um placar parcial de 5 a 4 contra o esquema. No entanto, há um temor de virada em razão da expectativa de Gilmar Mendes votar a favor e de Ricardo Lewandowski também se manifestar favoravelmente após a mudança legislativa proposta no Congresso.

Estadão
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