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Política

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Presidentes do PT e MDB se reúnem com Gabriel Azevedo para discutir possível palanque de Lula em MG

Presidente está sem candidato no Estado após recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que decidiu encerrar a vida pública ao final do ano

3 jun 2026 - 17h49
(atualizado às 17h51)
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O PT continua à procura de um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais após a recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB). O presidente do partido, Edinho Silva, almoçou nesta quarta-feira, 3, com o presidente do MDB, Baleia Rossi, e com o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato da sigla ao Palácio Tiradentes.

Aliados do emedebista afirmaram que a conversa foi positiva e estão otimistas sobre uma aliança. A bola está com o PT, onde o diretório mineiro indicou que pretende lançar candidatura própria, embora a posição não seja unânime dentro da sigla. A principal cotada, Marília Campos (PT), não quer trocar a pré-candidatura ao Senado pelo Executivo.

"Promovemos um bom diálogo", escreveu Azevedo nas redes sociais sobre o encontro com Edinho. "Não sobre conveniências pequenas. Não sobre a política transformada em entretenimento digital. Não sobre ruído de rede social. Conversamos sobretudo sobre os problemas que o povo mineiro enfrenta", acrescentou ele.

O presidente do PT, Edinho Silva, o pré-candidato do MDB, Gabriel Azevedo, e o presidente do MDB, Baleia Rossi
O presidente do PT, Edinho Silva, o pré-candidato do MDB, Gabriel Azevedo, e o presidente do MDB, Baleia Rossi
Foto: Divulgação/@gabrielazevedo via Instagram / Estadão

O Estadão procurou Edinho Silva por meio da assessoria para um posicionamento sobre a reunião, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Gabriel Azevedo foi vereador de Belo Horizonte (MG) por dois mandatos, presidente da Câmara da capital mineira e ficou em quarto lugar na última eleição para prefeito de BH. Ele iniciou a carreira política na militância do PSDB, depois se filiou ao nanico PHS, em seguida ao Patriota e por fim ao MDB, sigla pela qual disputou a eleição de 2024.

A montagem do palanque de Lula em Minas é complexa, entre outros motivos, por causa do histórico do partido no Estado. Setores do próprio PT reconhecem que a gestão de Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018, não foi bem avaliada pela população, dificultando que um petista vença a eleição para o governo estadual.

O desgaste também torna mais sensível as negociações para alianças. Azevedo e o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), outro pré-candidato com quem Edinho se reuniu recentemente, topam a aliança com Lula, mas pretendem fazer uma campanha mais ao centro e sem vestir a camisa do PT durante a campanha eleitoral.

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Após reunião com Edinho no último sábado, 30, Kalil afirmou que "nada mudou", indicando que as conversas não avançaram. Na eleição de 2022, Kalil foi o candidato de Lula em Minas, obteve 35% dos votos e foi derrotado por Romeu Zema (Novo) no primeiro turno. A campanha foi marcada por atritos entre o hoje pedetista e quadros do PT mineiro.

Além de Azevedo, Kalil e Marília, outros nomes cotados internamente no PT são os deputados federais Rogério Correia (PT) e Reginaldo Lopes (PT) e o empresário Josué Gomes (PSB).

Estadão
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