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PMDB da Câmara anuncia independência e quer discutir aliança

Nota aprovada pela bancada do partido defende discutir aliança com o PT na Executiva Nacional

11 mar 2014 18h40
| atualizado às 18h52
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A bancada do PMDB na Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira uma nota em que afirma sua independência nas votações da Casa e defende a discussão pela executiva nacional sobre a aliança com PT. Os deputados reafirmaram apoio ao líder Eduardo Cunha (RJ) e que não indicarão nomes para os ministérios da cota da bancada.

“Não cabe à bancada decidir ou não o rompimento (da aliança nacional do PT), decidir ou não a aliança e o que vai acontecer. Isso cabe à esfera partidária própria, que começa pela executiva nacional e depois pela convenção nacional”, disse Cunha, após reunião da bancada na tarde desta terça-feira.

Em um ato para ressaltar o descontentamento dos deputados peemedebistas com a articulação política do governo Dilma Rousseff, os parlamentares aprovaram uma moção de apoio ao líder, diante da tentativa do Palácio do Planalto em isolar a liderança. Dilma não convocou Cunha para as reuniões que manteve para tentar dar um fim na crise.

Na nota final apresentada pela bancada, a bancada afirmou que o diálogo com o PMDB da Câmara deve ser feito com o líder Eduardo Cunha. A presidente Dilma Rousseff tratou diretamente com o vice-presidente Michel Temer para tentar resolver o impasse. O texto final da reunião afirma que Cunha sofreu “agressões despropositadas do PT que em verdade atingiram frontalmente a bancada e o próprio PMDB”.

Parte dos peemedebistas defendem a convocação de uma convenção nacional para discutir a aliança nacional entre o PT e o PMDB. O deputado Eduardo Forte (CE) afirma que 11 Estados já estariam dispostos a antecipar a convenção de junho, quando seriam necessários nove. “O que a bancada está pedindo é o debate. Não sei se necessariamente acarretará uma consequência ou não de outra natureza com relação ao destino da aliança”, disse Cunha.

Questionado se os deputados do PMDB entregariam os cargos no governo federal, o líder do PMDB respondeu que, como o partido não indicou nomes para as pastas do Agricultura e Turismo, acabará deixando os cargos “na prática”. Sobre cargos no segundo escalão, disse que são “irrelevantes”. “A participação é mínima e tão irrelevante que, se bobear, os parlamentares nem se ligam”, afirmou.

Fonte: Terra
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