PF investigará denúncias do Psol contra governo Yeda
Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre
O procurador do Ministério Público Eleitoral (MPE), Vitor Hugo Gomes, solicitou à Polícia Federal, no final da manhã desta terça-feira, que investigue as denúncias apresentadas pelo Psol contra o governo Yeda Crusius (PSDB).
O Psol levantou nove suspeitas contra o governo Yeda em uma coletiva na tarde de 19 de fevereiro em Porto Alegre. Os membros do partido não apresentaram provas, mas garantiram que áudios, vídeos e depoimentos, que estariam sendo analisados pelo Ministério Público Federal (MPF), apontariam que há uma "quadrilha" dentro do Palácio Piratini, que se utilizou de caixa 2 para chegar ao poder e que utiliza verbas públicas para satisfazer interesses particulares. A força-tarefa do MPF responsável pela Operação Rodin, no entanto, negou as informações.
Na oportunidade, participaram da entrevista coletiva a deputada federal Luciana Genro (Psol-RS), o vereador de Porto Alegre Pedro Ruas e o presidente estadual do Psol, Roberto Robaina.
De acordo com o MPE, Gomes solicitou que PF entre em contato com os denunciantes para obter informações das provas a que dizem ter acesso. Caso elas existam, o órgão deverá localizá-las. Se forem constatadas, a PF deverá fazer a análise técnica para ver se o material serve como prova de fraude eleitoral, que é o que diz respeito à procuradoria. Caso essa prova de fraude seja comprovada, a PF deverá apontar quem é o responsável por ela.
PT
O colégio de líderes da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul rejeitou, nesta terça-feira, a proposta do PT para que a Assembléia requisitasse oficialmente ao Ministério Público Federal informações sobre as denúncias feitas pelo Psol envolvendo integrantes do governo gaúcho, como a governadora. Com isso, o PT decidiu, em reunião nesta tarde, que irá ao Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitar esclarecimentos sobre a campanha de 2006.
"Pediremos que o órgão verifique as questões da campanha, já que parte das denúncias do Psol são sobre a entrada de recursos de caixa 2. Como se trata de crime eleitoral, que isso seja verificado pelo MPE", disse o líder da bancada petista, Elvino Bohn Gass. Ele disse que ainda não foi estipulada a data para o ingresso no MPE.