PCO convoca manifestação em celebração aos dois anos do ataque do Hamas contra Israel
Dois anos após o ataque do Hamas a Israel, o Partido da Causa Operária (PCO) convocou uma manifestação para o dia 7 de outubro, às 19h, no bairro da República, região central de São Paulo, para celebrar a data.
Dois anos após o ataque do Hamas a Israel, o Partido da Causa Operária (PCO) convocou uma manifestação para o dia 7 de outubro, às 19h, no bairro da República, região central de São Paulo, para celebrar a data.
Em publicação no perfil oficial da sigla no X (antigo Twitter), o PCO classificou o episódio como "um dos dias mais gloriosos da história".
"O dia 7 de outubro será lembrado eternamente como um dos mais gloriosos dias da história da humanidade. Neste dia, o povo de um pequeno país, de dentro de um campo de concentração financiado pelos governos mais poderosos da história, decidiu dar um basta", escreveu o partido.
O ataque mencionado ocorreu em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas lançaram ofensiva contra Israel, resultando na morte de cerca de 1.200 pessoas, incluindo 40 estrangeiros.
Ofensiva israelense
Neste mês de setembro, o Exército de Israel iniciou a etapa mais importante de sua operação militar na Cidade de Gaza, coração urbano da Faixa de Gaza, lar de centenas de milhares de civis. As tropas avançam em direção ao centro da cidade, considerada o principal reduto do grupo armado Hamas, informou um comandante militar.
Avanço e contexto da operação
O comando militar indicou que entre 2 mil e 3 mil combatentes do Hamas estariam presentes na região, o que faz da ofensiva uma ação altamente complexa e arriscada. Em pronunciamento, o porta-voz das Forças Armadas israelenses, Avichay Adraee, informou estar em curso o desmantelamento da infraestrutura terrorista local e advertiu a população sobre os perigos de permanecer na área, classificada como zona de conflito intenso.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ressaltou a importância da operação para derrotar o Hamas e declarou que a ofensiva terrestre principal teve início.
Bombardeios e deslocamento da população
Junto com o movimento das tropas, Israel intensificou ataques aéreos, utilizando mísseis, drones, artilharia pesada e helicópteros para bombardear a cidade. O conflito já resultou na morte de pelo menos 41 pessoas na Faixa de Gaza desde o início da noite anterior, incluindo 37 em ataques concentrados na capital.
Antes da escalada militar, Gaza contava com cerca de 1 milhão de habitantes. Porém, a intensificação dos ataques tem gerado êxodo de boa parte da população para as regiões mais ao sul, ainda mais seguras. Enquanto o Exército israelense afirma que aproximadamente 350 mil civis deixaram a cidade, o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima o número em cerca de 142 mil, já que muitos refugiados precisam retornar porque não encontram abrigo suficiente.
Denúncias internacionais e situação humanitária
O conflito militar é objeto de crescente preocupação internacional. Relatores da ONU e diversas organizações classificam a ofensiva como genocídio, responsabilizando Israel pelas mortes de cerca de 65 mil pessoas desde outubro de 2023, incluindo mais de 19 mil crianças.
A situação humanitária se agrava com o aumento das mortes, deslocamentos forçados e dificuldades no acesso a necessidades básicas, alertam instituições de direitos humanos.