Luis Carlos Heinze anuncia articulação contra PEC do fim da escala 6×1
Outro tema abordado pelo parlamentar foi o acordo entre Mercosul e União Europeia. Heinze defende a inclusão de mecanismos de proteção ao setor produtivo brasileiro, com atenção especial à vitivinicultura gaúcha
O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou que irá atuar no Senado Federal para impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, pauta considerada prioritária pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2026. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o parlamentar classificou a proposta como "eleitoreira" e declarou voto contrário, argumentando que a mudança pode prejudicar o setor produtivo e, por consequência, os trabalhadores. "Se você prejudica quem gera emprego, vai prejudicar o trabalhador", afirmou.
Segundo Heinze, mesmo que a matéria avance na Câmara dos Deputados do Brasil, haverá articulação no Senado para barrar a tramitação neste ano. O senador sustenta que a alteração na legislação trabalhista pode gerar insegurança jurídica e impacto econômico negativo, especialmente para empresas que operam com escalas diferenciadas.
Outro tema abordado pelo parlamentar foi o acordo entre Mercosul e União Europeia. Heinze defende a inclusão de mecanismos de proteção ao setor produtivo brasileiro, com atenção especial à vitivinicultura gaúcha. Ele argumenta que a redução de tarifas para produtos europeus pode ampliar a concorrência e afetar empregos e a competitividade do vinho produzido no Rio Grande do Sul.
No cenário eleitoral, Heinze confirmou que passou a defender uma aliança entre PP e PL na disputa pelo Palácio Piratini em 2026. O senador declarou apoio à construção de uma chapa liderada pelo deputado federal Luciano Zucco (PL) e afirmou que foi convidado para concorrer como vice-governador. Ele também destacou a prioridade de fortalecer o projeto nacional da direita, que tem como pré-candidato à Presidência o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome anunciado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.