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Política

Aliada de Lula, Marília Arraes sela ida ao PDT para disputar o Senado por Pernambuco

Oficialização da filiação deve ocorrer no próximo dia 12 de março

2 mar 2026 - 22h17
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Aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ex-deputada Marília Arraes, que estava no Solidariedade, selou sua ida ao PDT para disputar uma vaga ao Senado por Pernambuco. A oficialização da filiação deve ocorrer no próximo dia 12 de março.

Nas redes sociais, Marília já havia confirmado sua candidatura ao Senado. "Hoje assumo a responsabilidade. Não tem volta atrás. Eu não tenho direito de fazer isso com mais de 40% da população de Pernambuco que quer que a gente esteja no Senado. Meu governador é João Campos. Meu presidente é o presidente Lula. A gente precisa ter força para aguentar a pressão. E quem não tiver força para aguentar a pressão, fique dentro de casa", declarou em vídeo publicado neste domingo, 1º, no Instagram.

Marília Arraes ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Marília Arraes ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: @mariliaarraes via X / Estadão

A movimentação foi costurada diretamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Segundo interlocutores, as conversas vinham sendo mantidas desde novembro do ano passado e ganharam força nas últimas semanas.

O PDT tem interesse em lançar candidatura própria ao Senado no Estado e avalia que Marília reúne as condições ideais, especialmente após aparecer na liderança das pesquisas com vantagem sobre o senador Humberto Costa (PT), que buscará a reeleição.

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A primeira pesquisa Datafolha no Estado neste ano, divulgada em fevereiro, mostra Marília com liderança consolidada em todos os cenários testados, variando entre 36% e 41% das intenções de voto. Ela aparece à frente de Costa, que pontua entre 24% e 26%. A pesquisa ouviu 1.022 pessoas de 2 a 4 de fevereiro. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o grau de confiança é de 95%.

Marília pretende manter alinhamento com Lula e com o prefeito do Recife, João Campos (PSB). De acordo com aliados, ela trabalha para integrar a chapa da Frente Popular em Pernambuco. Caso isso não se concretize, deverá manter candidatura avulsa ao Senado. Em qualquer cenário, o compromisso é apoiar o palanque de Lula e de João Campos no Estado.

Compõem a Frente Popular do Recife os partidos PSB, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), União Brasil, Republicanos, MDB, Solidariedade, Avante, DC, Agir e PMB.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Lupi avalia apoiar tanto a reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), quanto um eventual projeto de João Campos nas eleições estaduais, o desejo de Marília.

O PT vai apoiar a candidatura à reeleição de Humberto Costa. A indicação para a segunda vaga ao Senado segue em aberto. No entanto, o ministro de Portos e Aeroportos de Lula, Silvio Costa Filho (Republicanos), pretende disputar uma vaga no Senado por Pernambuco e conta com o apoio do presidente.

A saída do Solidariedade e a relação com o presidente da sigla, o deputado Paulinho da Força, são descritas como tranquilas por pessoas próximas. Ainda assim, sua permanência no partido vinha se tornando desconfortável, sobretudo após Paulinho assumir a relatoria do PL que discute a dosimetria de penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, pauta à qual a base governista é contrária.

O Solidariedade, por sua vez, ainda não lançou nome ao Senado em Pernambuco. A avaliação no entorno da ex-deputada é que a filiação ao PDT oferece maior coerência política com seu campo ideológico.

Estadão
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