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Política

Paulo Pimenta aciona MPF contra Eduardo Leite por 'autopromoção' em vídeo sobre enchentes

Deputado petista afirma que governador utilizou verbas públicas da reconstrução do RS para se retratar como herói no documentário; governo do Estado diz que vídeo é uma produção da Secretaria de Comunicação em homenagem aos gaúchos

15 mai 2025 - 12h35
(atualizado às 13h37)
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O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acionou o Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira, 14, contra o governo do Rio Grande do Sul. O parlamentar alega que o documentário sobre as enchentes de 2024, lançado recentemente, foi usado para promoção pessoal do governador Eduardo Leite (PSD).

O filme "Todos Nós por Todos Nós" é uma produção oficial que retrata as ações do governo durante a maior enchente da história gaúcha. Segundo o governo do Estado, o vídeo é uma produção da Secretaria de Comunicação em homenagem aos gaúchos.

De acordo com o petista, "Leite debocha do povo do Rio Grande do Sul ao usar verba destinada à reconstrução do Estado para autopromoção". Pimenta ainda chama o governador gaúcho de vaidoso por produzir um trailer de dois minutos para o filme e pagar para exibi-lo nas salas de cinema do Estado.

"O filme produzido para retratá-lo como herói da reconstrução do RS é um acinte e fere os princípios da impessoalidade e da legalidade. Estamos tomando todas as medidas cabíveis para que ele seja responsabilizado", escreveu Pimenta no Instagram.

Para o deputado, a utilização de verbas públicas na promoção do filme é explicada pela "certeza da impunidade" de Eduardo Leite. Segundo Pimenta, o filme dedica mais de nove dos 42 minutos de duração "exclusivamente" à figura do governador gaúcho.

No pedido enviado ao MPF, Pimenta pede que a justiça "adote as medidas cabíveis para apurar a responsabilidade do representado pela prática de propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e demais ilícitos apontados na representação original".

O documentário foi produzido pela Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do RS e reúne relatos de cidadãos, servidores públicos e voluntários que atuaram no resgate, assistência e reconstrução pós catástrofe.

Em nota, o governo do Rio Grande do Sul justifica que o documentário é uma homenagem aos gaúchos, que atuaram nas enchentes e na reconstrução do Estado.

"O documentário, produzido pela equipe interna da Secom, com imagens do Departamento de Jornalismo, é um registro histórico da maior tragédia climática vivida pelo Rio Grande do Sul", disse a assessoria do governo.

De acordo com a nota, parte do valor da reconstrução foi destinado para uma campanha de turismo, após o impacto das enchentes no Estado, e não para a realização do documentário.

"Os R$ 28 milhões que aparecem no demonstrativo do Plano Rio Grande se referem à campanha mercadológica de retomada do turismo, setor severamente afetado pelas enchentes, quando da reativação do aeroporto Salgado Filho", diz o texto.

A assessoria acrescenta que não houve destinação de verbas extras para a produção do documentário e que todos os recursos utilizados foram oriundos da Secom, incluindo os profissionais envolvidos na produção.

Estadão
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