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Onyx: Bolsonaro abrirá "portas do governo" para as siglas

Ministro da Casa Civil comentou que encontro entre o presidente da República com líderes de partidos é o primeiro passo para constituir base

3 abr 2019
12h33
atualizado às 13h05
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O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), afirmou que a série de encontros entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e os o dirigentes dos principais partidos políticos é o primeiro passo para abrir o governo às outras legendas.

Oficialmente, só o PSL faz apoio formal ao governo, o que não se traduz necessariamente em cargos. Para o ministro, primeiro é necessário o diálogo para depois convidar e "abrir as portas". "Para que tenhamos uma base constituída, a gente precisa dialogar, convidar e abrir as portas. É o que nós estamos fazendo", afirmou o ministro nesta quarta-feira, 3, após reunião com da Executiva do DEM no Congresso.

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni
03/01/2019
REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni 03/01/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Bolsonaro recebe os presidentes das siglas para tratar da aprovação da reforma da Previdência na Câmara e no Senado. O presidente do PSDB e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é um dos que vão participar da reunião com Bolsonaro na quinta-feira, 4. Também estão previstos encontros com Romero Jucá (MDB), Ciro Nogueira (PP), Marcos Pereira (PRB), Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), Eurípedes de Macedo Júnior (PROS) e Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Segundo o ministro, após a rodada de conversas, o governo vai fazer o convite ao partidos e "abrir as portas". De acordo com ele, a construção da base será expressada na votação da reforma da Previdência. Lorenzoni disse ainda que a consolidação do apoio passa pelas direções partidárias.

Questionado se seria um convite aos partidos para participar do governo, ele respondeu: "é o que estamos fazendo. Abrindo as portas para que (com) os presidentes dos partidos pela via institucional, transparente, a gente faça um diálogo a favor do País."

O encontro com o presidente do DEM era o único que estava marcado. ACM Neto ao lado de Lorenzoni tentam reconstruir as pontos entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Aliados chegaram a cogitar um jantar ainda nesta quarta-feira quando Bolsonaro chegasse da viagem a Israel. Mas os dois recusaram.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ofereceu para intermediar um encontro entre Maia e Bolsonaro, mas novamente o convite foi recusado pela dupla. Um dos responsáveis pela aproximação nos bastidores afirmou à reportagem: "É momento de fugir dos holofotes".

Base

Os dirigentes partidários têm o primeiro encontro formal com o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira. "Declaro de antemão que não vamos pedir nada ao presidente. Nem hoje e nenhum dia vou participar de discussão com o presidente sobre cargos", disse ACM Neto

Questionado se haveria encontro entre os dirigentes para alinhar o discurso com Bolsonaro, ACM Neto rejeitou: "Não vou participar de reunião a não ser esta do Democratas (disse em relação a possibilidade de um encontro de ajustes com outros presidentes que serão recebidos pelo presidente)".

"Não vamos participar de movimento coletivo para criar dificuldades para depois colher dificuldades."

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Estadão
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