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Política

Nísia deixa Ministério da Saúde afirmando que foi alvo de ataques misóginos

Substituída por Alexandre Padilha no comando da pasta, ex-ministra reclamou das críticas sobre sua gestão

10 mar 2025 - 16h26
(atualizado às 16h36)
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Nísia Trindade disse que foi alvo de ataques misóginos enquanto ocupou Ministério da Saúde.
Nísia Trindade disse que foi alvo de ataques misóginos enquanto ocupou Ministério da Saúde.
Foto: Divulgação/Ministério da Saúde / Estadão

BRASÍLIA - A agora ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, que deixou nesta segunda-feira, 10, o cargo, aproveitou a cerimônia de posse do seu sucessor Alexandre Padilha para exaltar o legado de sua gestão. Em seu discurso de despedida, Nísia disse que foi alvo de ataques misóginos enquanto ocupou o cargo.

"Não posso esquecer que, durante os 25 meses em que fui ministra, uma campanha sistemática e misógina ocorreu de desvalorização do meu trabalho, da minha capacidade e da minha idoneidade. Não é possível e acho que não devemos aceitar como natural comportamento político desta natureza", disse Nísia.

"Podemos e devemos construir uma nova política, baseada efetivamente no respeito, e destaco o respeito a nós, mulheres, e no diálogo em torno de propostas para melhorar a vida de nossa população", complementou, e em seguida desejou sucesso ao seu sucessor, Alexandre Padilha, e a todo o governo, em uma fala que durou cerca de 20 minutos.

A socióloga e sanitarista ainda afirmou que assumiu uma "tarefa de reconstrução" do SUS após o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e destacou a recuperação da cobertura vacinal retomada e a ampliação de programas como o Mais Médicos e o Farmácia Popular, além do restabelecimento do piso constitucional da Saúde com a emenda da transição.

"Creio que seja esse o legado que deixo: reconstruir o SUS e a capacidade de gestão do Ministério da Saúde. O SUS tornou-se, na percepção pública, uma grande marca durante a pandemia de covid-19. Tenho orgulho de afirmar que fui ministra do SUS", disse Nísia, ressaltando que "um trabalho de tamanha envergadura só poderia ser realizado sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva" (PT).

Estadão
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