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Não há delegado da PF no gabinete de Fux, afirma STF; nome apareceu por erro técnico

Supremo informou ainda que a falha foi corrigida junto à empresa responsável pelo sistema

4 set 2026 - 10h46
(atualizado às 11h03)
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Resumo
O STF esclareceu que um erro técnico vinculou indevidamente o nome de um delegado da PF ao gabinete do ministro Luiz Fux, onde nenhum agente atua. A correção reduziu para quatro o total de delegados cedidos à Corte: dois no gabinete de André Mendonça, um com Alexandre de Moraes e outro na Polícia Judicial. O esclarecimento ocorre após o ministro Gilmar Mendes sugerir ao presidente do tribunal, Edson Fachin, o veto à presença de delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos magistrados.
STF afirmou em nota à imprensa que o gabinete do ministro Luiz Fux não conta com atuação de nenhum delegado da Polícia Federal
STF afirmou em nota à imprensa que o gabinete do ministro Luiz Fux não conta com atuação de nenhum delegado da Polícia Federal
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou em nota à imprensa na noite desta quinta-feira, 3, que o gabinete do ministro Luiz Fux não conta com atuação de nenhum delegado da Polícia Federal (PF). O esclarecimento foi feito porque o sistema da Corte registrava um servidor da PF lotado no gabinete do ministro. Segundo a nota, houve uma "inconsistência técnica".

"Em razão de uma inconsistência técnica no sistema de cadastro de pessoal, foram exibidas temporariamente informações de servidores que não integram o quadro do Tribunal. O único delegado cujo nome constou vinculado ao Gabinete do Ministro Luiz Fux não chegou a tomar posse no órgão. Ressalta-se, portanto, que não há qualquer delegado designado ou em atuação no referido gabinete", diz a nota.

O Supremo informou ainda que a falha foi corrigida junto à empresa responsável pelo sistema e as informações no portal já foram regularizadas.

O Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, mostrou na quinta que o ministro Gilmar Mendes sugeriu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que vete a atuação de delegados da PF em gabinetes de magistrados do Tribunal. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Broadcast Político.

A matéria publicada na quinta informava que havia cinco delegados da PF cedidos ao Tribunal. Mas, de acordo com a correção feita pelo Supremo, há apenas quatro. Dois deles atuam no gabinete de André Mendonça para reforçar investigações sobre o Banco Master e descontos indevidos dos aposentados do INSS. Outro está lotado no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, e mais um atua na Polícia Judicial.

Estadão
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