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Ministro do STF manda PF ouvir Bolsonaro em até 30 dias

O depoimento do presidente Jair Bolsonaro se dará no âmbito do inquérito que apura se ele tentou interferir politicamente na instituição

7 out 2021 18h35
| atualizado às 18h41
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (7) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do presidente Jair Bolsonaro em até 30 dias, no âmbito do inquérito que apura se ele tentou interferir politicamente na instituição.

"Determino, ainda, à Polícia Federal que proceda, mediante comparecimento pessoal e prévio ajuste de local, dia e hora, a oitiva do presidente Jair Messias Bolsonaro, no prazo máximo de 30 (trinta) dias", escreveu Moraes, relator do processo, no despacho.

Com a decisão, o líder brasileiro poderá marcar dia e hora para ser interrogado pela PF sobre a acusação feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, em abril do ano passado.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília
27/09/2021
REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília 27/09/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

A medida foi anunciada um dia após a Advocacia-Geral da União (AGU) informar ao STF que Bolsonaro aceita prestar esclarecimentos pessoalmente, "no intuito da plena colaboração com a jurisdição dessa Suprema Corte".

Ontem (6), o Supremo julgaria um pedido do presidente para depor por escrito, mas o caso não foi apreciado, uma vez que o líder brasileiro se antecipou e concordou em falar de forma presencial à PF.    

O líder brasileiro prestará esclarecimentos sobre o inquérito aberto no ano passado a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, depois que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal (PF) para proteger parentes e aliados.    

Segundo o ex-ministro, Bolsonaro solicitava relatórios de inteligência, além de pedir trocas no comando da corporação, como a exoneração do então diretor-geral da PF Maurício Valeixo, indicado por Moro. O chefe de Estado, por sua vez, nega ter tentado interferir na corporação.

Ansa - Brasil   
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