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Política

Alesp aprova PL que determina que empresas respeitem direitos humanos para participar de licitações

Pelo texto, interessadas nos certames terão que comprovar igualdade de salários e políticas de combate ao racismo, à misoginia e homofobia

20 dez 2025 - 22h57
(atualizado em 20/12/2025 às 07h29)
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Resumo
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou projeto de lei que exige respeito aos direitos humanos, igualdade salarial e combate a discriminações como critérios para empresas participarem de licitações públicas, aguardando sanção do governador.
Projeto de Emídio Souza (PT) recebeu pareceres favoráveis em três comissões da Alesp
Projeto de Emídio Souza (PT) recebeu pareceres favoráveis em três comissões da Alesp
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou na madrugada da última quarta-feira, 17, um projeto de lei que determina que as empresas respeitem os direitos humanos como critério de "idoneidade social" para participar de licitações do governo do Estado. O projeto será enviado para a sanção do governador Tarcísio de Freitas.

O texto proposto pelo deputado Emídio de Souza (PT) altera a redação da lei 6.544/1989, que versa sobre as licitações e contratos estaduais. Com as mudanças, as empresas que quiserem participar dos certames com o governo paulista precisarão fornecer documentação que comprove respeito aos direitos da criança, do adolescente e do idoso; à identidade de gênero e ao meio ambiente.

A companhia também precisará provar que conta com normas internas de gestão que garantam igualdade de salários e oportunidades entre homens e mulheres e que previnam, combatam e punam atitudes racistas, homofóbicas e misóginas no ambiente de trabalho.

Na justificativa do projeto, o deputado afirma que a lei de licitação estadual deve expressar os padrões de civilidade reconhecidos e legitimados pela sociedade paulista.

"A adoção do conceito de idoneidade social, como um dos requisitos para a habilitação de uma empresa que pretenda contratar com a administração pública estadual, representa o acolhimento de um princípio ético que não irá apenas nortear o estabelecimento das relações entre o setor público e o setor privado, mas que impulsionará as empresas privadas no caminho do reconhecimento da relevância de sua atuação na difusão dos valores", escreveu o parlamentar.

O texto recebeu pareceres favoráveis dos relatores nas comissões de Finanças, de Constituição e Justiça e Infraestrutura. Ricardo França (Podemos), relator na comissão de Infraestrutura, avaliou que "essa mudança poderá estimular as empresas a agirem de forma mais responsável e comprometida com a sociedade, e ainda, promove a integridade e a transparência nas relações entre empresas e administração pública".

Estadão
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