Membros da CPI do Cachoeira rejeitam relatório de Odair Cunha
Os integrantes da CPI do Cachoeira rejeitaram nesta terça-feira o parecer do relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), e agora analisam relatórios paralelos propostos por outros membros da CPI.
Criada para investigar as relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela Polícia Federal acusado de comandar uma rede de jogos ilegais, com políticos e empresários.
O parecer de Cunha foi rejeitado por 18 votos a 16. A comissão analisa agora relatórios paralelos. Há, ao menos, quatro alternativas apresentadas.
O relatório gerou polêmica entre os integrantes da CPI por pedir o indiciamento de jornalistas e que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público.
Gurgel é questionado por ter esperado a Operação Monte Carlo, feita em fevereiro deste ano pela Polícia Federal, para abrir investigação contra Cachoeira e seu grupo, quando uma operação anterior da PF já havia dado indícios contra o empresário.
O procurador-geral argumentou que sua decisão de esperar permitiu a prisão do Cachoeira.
Flagrado em gravações telefônicas que indicariam sua ligação com o grupo de Cachoeira, o ex-senador Demóstenes Torres teve o mandato cassado.
Cachoeira foi preso durante a Operação Monte Carlo, mas havia sido solto em novembro. Neste mês, ele teve novamente a prisão decretada, mas foi solto, por decisão do Tribunal Federal da 1ª Região.
(Reportagem de Jeferson Ribeiro)