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Política

Lula sobre 60 anos do golpe de 1964: não vou ficar me remoendo, tento tocar País para frente

Presidente ainda afirmou que nunca na história militares foram punidos como agora após o episódio do 8 de janeiro

28 fev 2024 - 10h02
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não quer ficar "remoendo o passado" e que está mais preocupado com os atos golpistas de 8 de janeiro do ano passado do que com o golpe de 1964 que completa 60 anos em abril com desaparecimentos não resolvidos e militares anistiados.

"Estou mais preocupado com o golpe de janeiro de 2023 do que de 64, quando eu tinha 17 anos de idade", disse. "Isso já faz parte da história, já causou o sofrimento de causou, o povo conquistou o direito de democratizar esse País, os generais que estão hoje no poder eram crianças naquele tempo", disse o presidente. "Eu sinceramente não vou ficar me remoendo e vou tentar tocar esse País pra frente."

Lula também afagou seu ministro da Defesa, José Múcio. De acordo com o presidente, na gestão de Múcio, militares que comprovadamente participaram dos golpistas do dia 8 de janeiro estão sendo julgados e, se provados culpados, serão punidos. "Lembra algum momento que um general foi chamado pela Polícia Federal para prestar depoimento?" perguntou, dizendo que "em nenhum momento, os militares foram punidos como estão sendo agora".

"Múcio tem feito um trabalho adequado", disse o presidente, afirmando que é preciso aproximar a sociedade e as Forças Armadas e que a instituição "não pode ser tratada a vida inteira como se fosse inimiga".

Torcida para Joe Biden na eleição dos Estados Unidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo declarando apoio à candidatura do presidente Joe Biden nas eleições deste ano nos Estados Unidos, disse que torce para que o país "consiga se manter da forma mais democrática possível". "Seria muito presunçoso tentar dizer que tenho um candidato nos Estados Unidos", disse o presidente. Segundo Lula, o mais importante é isolar a extrema direita e garantir a manutenção da democracia. "E acho que ele [Biden] é mais garantia para regime democrático."

Estadão
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