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Política

Lula diz que Elmano merece ser candidato e vai ser reeleito governador do Ceará

Presidente diz que Camilo Santana deve atuar apenas como cabo eleitoral; Elmano aparece atrás de Ciro Gomes nas pesquisas sobre a disputa ao governo cearense

1 abr 2026 - 09h46
(atualizado às 09h56)
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SÃO PAULO E BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 1.º, que o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), merece concorrer à reeleição no Estado e que o ministro da Educação, Camilo Santana, deve atuar apenas como cabo eleitoral. As declarações foram feitas em entrevista ao canal cearense TV Cidade.

"Acho que o Elmano merece ser o candidato, tem todas as condições e vai ser reeleito governador. E eu acho que o Camilo tem outros voos para fazer", disse o presidente.

Lula afirmou que não cabe a ele opinar sobre a política interna do PT no Ceará e avaliou que Camilo não demonstra pretensão de disputar o governo estadual. Segundo o presidente, o ministro exerce papel estratégico no cenário nacional e precisará de mobilidade para percorrer o País, o que seria facilitado com a saída do Ministério da Educação e eventual atuação no Senado.

Na segunda-feira, 30, o presidente afirmou que Santana estava saindo do governo para ser candidato, sem mencionar o cargo. "O (Fernando) Haddad era o melhor ministro da Educação, até aparecer Camilo, que não vai terminar o mandato. Se ele vai sair antes, não vai ganhar medalha. Porque está saindo agora para ser candidato a não sei o quê, mas ele está saindo agora do governo", disse Lula. No dia 23 de março, o presidente afirmou que o ministro não seria candidato ao governo estadual.

O presidente também comentou a pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto contra Elmano. Lula afirmou que não rompe relações pessoais por divergências políticas e disse manter respeito por Ciro. Segundo ele, o ex-ministro tem um temperamento mais impulsivo, por vezes falando antes de refletir e se envolvendo em conflitos desnecessários.

"Ele troca muito de partido, ou seja, desde que eu conheço o Ciro, ele já esteve em vários partidos. Eu estou no meu partido desde fevereiro de 1980, eu estou no mesmo partido", disse Lula. "Então, o partido, para mim, é a minha referência. O Ciro acha que a referência é ele. Sabe aquela pessoa que acha que o partido não vale nada, que pode ir para qualquer um? Eu não penso assim."

Lula diz esperar que o PT do CE consiga resolver problemas

Na entrevista, Lula também defendeu a ampliação de alianças políticas no Ceará e afirmou que o partido não deve buscar hegemonia nas disputas locais.

O presidente afirmou que o PT precisa evitar conflitos internos no Estado e priorizar a construção de consensos. Ele disse esperar que a sigla "resolva problemas e não crie casos" na política cearense, destacando que alianças implicam divisão de posições e não apenas apoio formal de outros partidos.

O presidente também comentou a possibilidade de saída da ex-prefeita Luizianne Lins do PT, classificando-a como uma "companheira de muito valor" e afirmando que lamentaria sua eventual desfiliação. Ele ponderou que o momento político exige compreensão sobre a necessidade de voos eleitorais, especialmente diante das duas vagas em disputa para o Senado no Estado.

"A gente precisa entender o momento político que a gente vive. São duas vagas a serem disputadas para o Senado este ano", disse o presidente. "O (deputado federal) José Guimarães tem uma delas. Repito o que digo da Luizianne: É uma aliança necessária para ganhar as eleições", acrescentou.

Ao abordar o cenário eleitoral, Lula ressaltou a relevância da disputa pelo Senado, afirmando que o cargo possui peso institucional significativo. Segundo ele, diferentemente dos governadores, que mantêm relação direta com o Executivo federal, senadores têm mandato longo e podem criar obstáculos caso não haja uma base de sustentação sólida.

O presidente reiterou que a prioridade, em sua avaliação, é garantir a estabilidade democrática no País, com funcionamento das instituições. Nesse contexto, disse trabalhar com a perspectiva de disputar e vencer novamente a eleição presidencial.

Estadão
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