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Política

Lula critica uso político de hospitais e diz que é preciso transformar 2026 no ano da verdade

15 fev 2026 - 13h59
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso político da infraestrutura pública de saúde. Ao participar, neste domingo, da cerimônia de inauguração do novo Centro de Emergência 24h para crianças e adultos do Hospital Federal Cardoso Fontes, o presidente disse que a unidade, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, sempre foi "peça de troca" em campanhas eleitorais.

"O Cardoso Fontes sempre foi utilizado politicamente. Todos os hospitais federais sempre foram", disparou. "Nós estamos entregando dignidade e decência ao povo brasileiro. Quem hoje passa aqui pela frente pensa que é um hospital privado. Mas é um hospital público".

A transição da gestão da unidade para a Secretaria Municipal de Saúde foi firmada em dezembro de 2024. Com a ampliação do investimento federal, foram repassados R$ 150 milhões para o município, além de R$ 610 milhões anuais do Teto MAC, para custeio de serviços de saúde de média e alta complexidade.

Lula fez uma visita às alas e cumprimentou trabalhadores da Secretaria Municipal de Saúde. Ele não falou com a imprensa.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), destacou que a municipalização da gestão do hospital foi abraçada na atual presidência. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que a unidade estará de portas abertas na noite deste domingo.

"Os hospitais federais do Rio de Janeiro passaram por um apagão e esse apagão se deve à família Bolsonaro. Chegava a ter situação de trabalhadores desse hospital pagar pedágio para a milícia que dominava o estacionamento", declarou Padilha. "Estamos devolvendo esse hospital para seus verdadeiros donos: o povo do Rio de Janeiro."

O ministro afirmou que a unidade passou de pouco mais de 2 mil cirurgias antes da intervenção para 3.400. Ele elogiou a decisão do presidente de apresentar, pela primeira vez, um grande plano de estruturação para os cinco hospitais federais do Rio de Janeiro.

Lula enfatizou em discurso que os hospitais federais deveriam ser referência no atendimento para que as demais esferas governamentais também se sintam permanentemente obrigadas a manter em bom estado as estruturas públicas de saúde.

"As pessoas terem acesso aos mesmos exames, cirurgias e medicamentos que tem o presidente não é favor, é respeito".

A agenda do presidente no Rio de Janeiro ainda prevê a ida ao Sambódromo para acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói. A escola, cujo enredo faz uma homenagem à trajetória do político, abre a primeira noite do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí. A presença de Lula deve se restringir ao camarote da Prefeitura do Rio.

Ao ser questionado pela imprensa, o ministro Padilha comentou a orientação sobre a conduta dos representantes do governo durante o desfile. "Eu não sei de nenhum ministro que vá desfilar", afirmou. "Não é a primeira vez que governa o país. Há recomendações claras em qualquer ano de eleição e nós sempre as seguimos nas outras vezes."

REGRAS DE DEBATE POLÍTICO

Em seu pronunciamento, Lula disse que é preciso "transformar 2026 no ano da verdade".

"O Brasil se encontrou consigo mesmo e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país por tanto tempo. Não vou citar nomes, mas vocês sabem quem mente", declarou.

Ele criticou a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, bem como o uso excessivo de celulares. "Mentira leva à violência. O humanismo esta desaparecendo e virando algoritmo. Estamos sendo utilizados para um monte de coisa ruim", afirmou citando casos de violência contra a mulher.

Após o evento em Jacarepaguá, Lula seguiu para Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Estadão
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