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Política

Lula critica ausência de Tarcísio em evento na favela do Moinho em SP: 'Foi convidado e não veio'

Presidente também criticou atuação da gestão paulista na tentativa de retirada das famílias no local

26 jun 2025 - 16h36
(atualizado às 19h56)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante visita a São Paulo. Lula reclamou da ausência do chefe do Executivo paulista em um evento na Favela do Moinho.

As declarações foram dadas durante lançamento de uma ação habitacional voltada para as quase 900 famílias que vivem no local, na região central de São Paulo. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o governo federal e a gestão estadual.Apesar disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não esteve presente no evento. Segundo o Palácio dos Bandeirantes, ele tinha outra agenda, a entrega de 120 apartamentos em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o ministro da economia Fernando Haddad visitam a favela do Moinho na região central de São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o ministro da economia Fernando Haddad visitam a favela do Moinho na região central de São Paulo
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

"O governador foi convidado para vir aqui. Se ele não veio aqui, parece que ele tem um compromisso em São Bernardo, mas ele foi convidado. Todo lugar que eu vou eu convido o governador. Só quero que vocês saibam: agora vocês estão sob os cuidados do governo federal e nós vamos respeitar vocês".

Em São Bernardo, Tarcísio também tratou do tema. Questionado por jornalistas, afirmou que seu objetivo "não é fazer evento, é fazer entrega", em referência ao ato de Lula. "O presidente vai fazer o evento dele lá, está tudo certo, e nós vamos continuar trabalhando", afirmou o governador.

Na Favela do Moinho, Lula também criticou a atuação do governo de São Paulo no episódio da tentativa de retirada das famílias do local.

"Há muito tempo eu sei como o povo pobre é tratado nesse país. Vocês viram aqui que foi assinada uma portaria pela ministra Esther (Dweck). Essa portaria não é fazendo ainda a cessão do terreno para o governo do Estado. Pois se a gente fizer a cessão e eles tiverem que ocupar isso aqui amanhã eles vão utilizar outra vez a polícia, e vão tentar enxotar vocês sem vocês conseguirem o que vocês quiserem", criticou.

A Favela do Moinho é considerada a última comunidade da região central da capital paulista. Seu terreno é de propriedade da União e será cedido ao governo do Estado para a construção de um parque público.

O governo federal condiciona o acordo ao fim da atuação violenta da Polícia Militar na região. A decisão sobre a interrupção da cessão da área foi justificada pela SPU, órgão do governo federal, com críticas à desapropriação, demolição das casas e às intervenções da Polícia Militar. A presença da tropa de choque tem sido constante na área.

Pelo acordo, o governo federal vai investir R$ 180 mil por moradia dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. O valor vai se somar à contrapartida de R$ 70 mil do poder estadual no programa Casa Paulista, totalizando R$ 250 mil por moradia.

As quase 900 famílias que vivem na região não terão custo com as novas casas, de acordo com o governo federal. Não se trata, portando, de cartas de crédito. Para ter direito ao benefício, as famílias devem ter renda de até R$ 4,7 mil por mês.

O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que mais de 700 famílias já aceitaram o acordo e que mais de 380 já deixaram a comunidade.

Ministro minimiza derrota no Congresso

O governo sofreu nesta quarta-feira, 25, uma dura derrota no Congresso com a derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e agora avalia entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, Lula não se manifestou sobre o assunto.

Mais cedo, o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, minimizou o fato. "Eu não vejo derrota do governo, eu vejo uma derrota do país, da justiça tributária. Eu acho que foi um erro esse processo porque o IOF, como está colocado, iria atingir 0,8% da população para fazer Justiça Tributária. É quem tem mais pagar um pouco mais. O nosso país só paga imposto quem é assalariado".

Além de Macêdo, participaram do evento os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação), Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Empreendedorismo) e Jader Filho (Cidades).

Estadão
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