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Política

Quem é a delegada que atuou na Interpol e acionou a PF contra um motorista da Uber

Dominique de Castro Oliveira acionou a corporação para reaver um notebook esquecido no carro de aplicativo. Uber lamentou o ocorrido e disse esperar 'que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em conflitos'

15 jan 2026 - 22h58
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A delegada de Polícia Federal Dominique de Castro Oliveira voltou ao noticiário após acionar a própria corporação para reaver um notebook esquecido em um carro de aplicativo. O motorista da Uber exigiu um pagamento adicional - equivalente a 5% do valor do bem - para devolvê-lo. Após a escalada do impasse, o motorista foi conduzido à Superintendência da PF no Distrito Federal para prestar esclarecimentos e acabou liberado após ser ouvido.

O episódio repercutiu nas redes sociais, com críticas à atuação da delegada. Parte dos comentários mencionou o valor cobrado pelo motorista e questionou a decisão de acionar a PF. "Uma delegada, fez isso tudo por causa de R$ 50,00??? Tá passando fome assim?", escreveu um internauta.

Em nota, a Uber lamentou o ocorrido e disse esperar "que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em conflitos".

Também foi lembrada sua atuação anterior na Interpol, da qual foi afastada em 2021 durante o governo Jair Bolsonaro, após participar de diligências relacionadas ao cumprimento de ordem de prisão internacional do blogueiro Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira.

Produtividade e captura de foragidos

Dominique atuou por cerca de 16 meses na Interpol, onde foi responsável por encaminhar pedidos de difusão vermelha, inclusive o de Santos. Na prática, ela recebeu o mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal, revisou a documentação, produziu a minuta e encaminhou o pedido para publicação.

Dominique é reconhecida pelos colegas pela produtividade. Na Interpol, ajudou a capturar foragidos internacionais da máfia 'Ndrangheta.

Em mensagem enviada a colegas, afirmou ter recebido a ordem para retornar ao trabalho na Superintendência da Polícia Federal em Brasília com "incredulidade", relatando sensação de revolta e de injustiça.

Internamente, colegas afirmam que ela era crítica à gestão do ex-diretor-geral da Polícia Federal Paulo Maiurino, e que assinou manifestação pública a favor do delegado Felipe Barros Leal, afastado do inquérito que investiga suposta interferência política de Bolsonaro na PF.

Estadão
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